Supermarine Spitfire

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Talvez nenhuma outra aeronave tenha atingido tanta fama como o Supermarine Spitfire, um caça britânico, geralmente considerado como um dos melhores caças a imergir da Segunda Guerra Mundial. 
Beneficiando de constantes melhorias e aperfeiçoamentos durante todo o seu período de produção, esteve sempre um passo a frente dos adversários mais directos, e manteve-se ao serviço da RAF durante toda a Segunda Guerra Mundial, e posteriormente até aos anos 50 do Séc. XX. 
No final da Guerra os inumeros Spitfire sobreviventes que se tornaram excedentários da RAF, foram adquiridos por mais de 30 forças aéreas de todo o mundo, tendo sido usados em conflitos regionais incluindo a Guerra da Coreia.
Ao todo foram produzidos 20351 spitfires nas suas, cerca de 40 versões, um número que o tornou o segundo caça mais produzido na Guerra (ultrapassado apenas pelo Alemão Messerschmitt Bf 109). 

Bloch MB.150

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Bloch MB.150 foi o primeiro de uma família de caças originalmente desenvolvidos em França pela Société des Avions Marcel Bloch em resposta a um concurso de 1934 do ministério ar, posteriormente construído pela Société Nationale des Constructions Aéronautiques du Sud-Ouest (SNCASE), após a nacionalização da industria aeronáutica francesa.
Durante o período em que operou no inicio da Segunda Guerra Mundial, demonstrou ser uma aeronave robusta, e estável como plataforma de armas, no entando possuia um raio de combate demasiado curto, uma baixa taxa de subida, e um armamento deficiente (embora poderoso era pouco confiável). Mesmo assim, os MB.151/152 alegam ter destruído 190 aviões inimigos com apenas 86 perdas durante os primeiros dias da batalha de França.
Após o armistício, seis esquadrões de MB.150 continuaram a voar sob o regime de Vichy, mas até 1942 foram totalmente retirados da frente de combate, substituídos pelos Dewoitine D.520.

Viking (Bombardier/Canadair) (CL-515)/CL- 415/CL-215T/CL-215

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O Canadair CL-415 SuperScooper, vulgarmente conhecido no meio simplesmente como Canadair, é o avião anfíbio de combate a incêndios mais famoso da história da aviação. Resultou do desenvolvimento do anterior Canadair CL-215, criado na década de 1960 com base no conceito de bombardeiro de água anfíbio, e tornou-se numa ferramenta extremamente eficaz de combate aos fogos florestais. Na sua atual configuração é propulsionado por dos motores turboélice Pratt & Whitney de 2380cv de potência, montados numa asa alta, e o casco, robusto e resistente, carrega reservatórios de água com capacidade de 6100 litros que podem ser reabastecidos em 12 segundos numa curta passagem de 410 metros sobre um espelho de água (rio, lago ou albufeira), a 130 km/h. É atualmente considerado a ferramenta mais eficiente para o combate aéreo a incêndios florestais, sendo por isso uma peça fundamental nas estruturas de combate a incêndios de um grande número de países. 

Blohm & Voss (Ha) Bv 141

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O Blohm & Voss Bv141 foi um dos mais estranhos projetos da história da aviação. Foi uma aeronave alemã da Segunda Guerra Mundial, projetada por Richard Vogt para a Luftwaffe, para missões táticas de reconhecimento aéreo e bombardeamento ligeiro, que se tornou notável pelo seu design estruturalmente assimétrico, nada convencional.
Parecia que o desenho assimétrico desequilibrava perigosamente o avião, no entanto, os testes de voo confirmaram a excelente estabilidade e manobrabilidade da máquina. 
Embora tenha revelado boa performance, acabaria por não ser escolhida para produção em massa, em grande parte devido ao facto do seu motor estar disponível em quantidades limitadas (o motor era o usado no caça Focke-Wulf 190 considerado prioritário) e por haver outras aeronaves de reconhecimento disponíveis, como o Focke-Wulf Fw 189, que utilizava motores não estratégicos.

Henschel Hs 129

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Henschel Hs 129 foi uma aeronave de ataque alemã da Segunda Guerra Mundial, especializada no ataque antitanque. Projetada a partir de 1937 por Friedrich Nikolaus como resposta a uma especificação do RLM (Ministério do Ar Alemão), passou por um longo período de desenvolvimento daí resultando a sua entrada tardia na Guerra. 

Apareceu pela primeira vez em unidades de combate em novembro de 1940, mas só em finais de 1941 se tornou verdadeiramente útil operacionalmente com a entrega das primeiras unidades Hs 129B. Foi usado principalmente na frente oriental entre 1942 a 1945, onde se tornou conhecido entre o pessoal da Luftwaffe pela alcunha de Büchsenöffner (abre latas). Operou de forma desastrosa no norte da África, mas na Rússia, embora não fosse a aeronave antitanque e de ataque perfeita, foi capaz de enfrentar com algum sucesso os tanques soviéticos de primeira linha. 
Foram produzidas, apenas, 865 aeronaves, mas o Hs 129 permaneceu em operação até final da Guerra.
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Henschel Hs 123

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O Henschel Hs 123 foi o bombardeiro de mergulho da Luftwaffe, que interinamente substituiu o Heinkel He 50 na segunda metade da década de 1930, até o Junkers Ju 87 Stuka, ficar disponivel
A sua produção decorreu de 1936 a 1938, e em setembro de 1939, à data invasão da Polónia pelas tropas Nazis, o Gruppe II (Schlacht)/LG 2 da Luftwaffe, estava ainda equipado com o Henschel Hs 123. Apesar do aspecto obsoleto da aeronave, a unidade alcançou resultados notáveis, inicialmente na Polónia e seguidamente durante a batalha de França em maio de 1940. Em maio de 1941, durante a operação Barbarossa  o II (Schlacht)/LG 2 continuava a operar aeronaves Hs 123, mantendo-as em operação até 1944.
Utilizado principalmente no apoio aéreo próximo às tropas em terra, o Hs 123, superficialmente anacrónico e obsoleto, demonstrou excelentes características de pilotagem, de sobrevivência, durabilidade e de eficácia em combate, o que justifica a sua carreira surpreendentemente longa como um avião de ataque ao solo.

North American B-25 Mitchell

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O North American B-25 Mitchell foi um bombardeiro médio bimotor Norte Americano comummente considerado um dos melhores bombardeiros operacionais da Segunda Guerra Mundial. Ao excelente desempenho, manobrabilidade e versatilidade juntava-se a eficiência e docilidade dos controlos, características que determinaram que fosse produzido em grande quantidade, com um total de 9816 unidades.
Foi utilizado pela USAAF em praticamente todos os teatros de operações da Guerra e US Navy em numero significativo, e foi igualmente fornecidos em grandes quantidades em regime de Lend-Lease às forças beligerantes de outros países aliados nomeadamente à Grã-Bretanha, União Soviética, Holanda, Austrália e Brasil.
Mesmo que o B-25 Mitchell não tivesse tido uma carreira tão importante, ele teria mesmo assim alcançado a fama, por ter protagonizado uma das mais ousadas operações aéreas de toda a Segunda Guerra Mundial, o ataque de Doolittle ao Japão em 1942.

Vickers-Armstrong Wellington

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O Vickers-Armstrong Wellington foi um bombardeiro, médio britânico, bimotor de longo alcance, projetado em meados dos anos 1930, pelo designer chefe da Vickers-Armstrongs Rex Pierson para responder á especificação B.9/32 do Ministério do Ar, que pretendia adquirir um bombardeiro bimotor diurno com maior desempenho que os projetos anteriores.
Foi a mais numerosa e mais importante aeronave do Comando de Bombardeiros da RAF nos primeiros anos da Segunda Guerra Mundial, até ser substituído em finais de 1942 pelos quadrimotores Avro Lancaster e Handley Page Helifax. 
No entanto, o Wellington continuou ao serviço até final da guerra, no Comando Costeiro da RAF, em missões de patrulha antissubmarino e como aeronave de instrução e transporte. Foi o mais produzido de todos os bombardeiros britânicos, e no final da guerra era ainda uma aeronave de primeira linha da RAF, tendo as últimas unidades permanecido ao serviço até 1953, como aeronave de instrução.

Handley-Page HP.52 Hampden

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O Handley-Page HP.52 Hampden foi um bombardeiro médio bimotor, que no início da Segunda Guerra Mundial, juntamente com o Armstrong-Whitworth AW38 Whitley e Vickers-Armstrong Wellington, formavam o núcleo da força da força de bombardeiros da RAF. 
Desenvolvido a partir de 1933, em resposta a uma especificação do Ministério do Ar Britânico que pretendia obter um bombardeiro bimotor de elevado desempenho para substituir os biplanos, já à data obsoletos, Boulton Paul P.29 Sidestrand e Boulton Paul P.75 Overstrand, voou pela primeira vez em junho de 1936 (K4240), no entanto no início da Guerra demonstrou graves fragilidades nomeadamente a nível do armamento defensivo. 
Depois de, numa primeira, fase sido retirado das operações de combate diurnas, foi, em 1943, definitivamente retirado de operação, após o advento dos primeiros bombardeiros quadrimotores, e depois de servir, durante um breve período, no Comando Costeiro da RAF como avião de patrulha marítima e bombardeiro torpedeiro.

Martin B-26 Marauder

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O Martin B-26 Marauder foi um dos mais importantes bombardeiros médios americanos da Segunda Guerra Mundial. 
Operou com distinção na maioria dos grandes teatros da guerra, porém, durante os primeiros tempos em operação adquiriu a reputação de “fazedor de viúvas”, da qual nunca se conseguiria de todo libertar. Depois das tripulações serem devidamente treinadas e ter sido sujeito a modificações na sua aerodinâmica (maior envergadura, diferente ângulo de incidência das asas e um estabilizador vertical e leme de maiores dimensões), o B-26 Marauder tornou-se de facto no bombardeiro da USAAF com menor taxa de perdas.
Entre fevereiro de 1941 e março de 1945 foram produzidos 5288 B-26 Marauder, 522 dos quais foram operados pela Royal Air Force e South African Air Force, mas quando em 1947 a USAF (United States Air Force) foi criada como ramo independente das forças armadas norte americanas todos os Marauder tinham sido retirados de serviço. 

Martin Baltimore

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O Martin (Modelo 187) Baltimore  foi um bombardeiro ligeiro, bi-motor construído pela Glenn L. Martin Company nos Estados Unidos, originalmente encomendado pelos franceses em maio de 1940 como uma evolução do anterior Martin (Modelo 167) Maryland, mas que por força da capitulação da França, teve as sua produção desviada para a Grã-Bretanha que o usou quase exclusivamente no teatro do Mediterrâneo e Oriente Médio da Segunda Guerra Mundial .
O desenvolvimento inicial do Baltimore foi assediado por uma série de problemas, no entanto a aeronave acabaria por se tornar num avião de ataque bastante versátil, com uma produção que atingiu as 1575 unidades. A aeronave não seria adotada pela USAAF (United States Army Air Force) mas foi durante a Guerra operado, pelas forças aéreas da Grã-Bretanha (RAF), Australia (RAAF), Canadá (RCAF), Africa do Sul (SAAF), Grécia (RHAF -Royal Hellenic Air Force ) e Itália (Aeronautica Militare) já no pós Guerra.

Martin B-10

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O Martin (Modelo 139) B-10 foi o primeiro bombardeiro monoplano de construção totalmente metálica a entrar em plena produção para o US Army Air Corps (USAAC), iniciando uma revolução no design de bombardeiros, ao incorporar características inovadoras que se tornaram padrão nos bombardeiros, nas décadas que se seguiram. 
Essas caracteristicas incluíam, estrutura metálica, cockpits fechados, torres giratórias de metralhadoras (quase simultaneamente à torre de nariz fechada do bombardeiro biplano britânico Boulton Paul P.75 Overstrand), trem de aterragem retrátil, compartimento interno de bombas e motores fechados em carenagens NACA aerodinâmicas para diminuir o arrasto. O surgimento do Martin B-10 tornou todos os bombardeiros existentes completamente obsoletos, tal como muitos dos caças (aeronaves de perseguição segundo o conceito seguido no USAAC) seus contemporâneos.
O projeto da Glenn L Martin foi verdadeiramente revolucionário, definindo o padrão de todos os futuros bombardeiros, razão pelo que a empresa foi, em 1932, premiada com o Troféu Collier.

Latécoére Laté 298

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O Latécoère Laté 298 foi um hidroavião multifunção, de três lugares, construído para a Aéronavale (Aviação Naval Francesa) em finais da década de 1930. Destinava-se a cumprir funções de bombardeiro torpedeiro, bombardeio horizontal e de mergulho (com duas bombas de até 150 kg cada), reconhecimento de longo alcance (utilizando para o efeito um tanque de combustível extra de 535 litros), reconhecimento noturno e lançamento de cortina de fumo. 
Considerado por Morareau e Ledet no livro "Le Latécoère 298" como o melhor avião torpedeiro do mundo, em 1939, era operado por sete esquadras de torpedeamento (“T”) da Aéronavale (braço aéreo da marinha francesa) no inicio da Segunda Guerra Mundial. Porém, nunca lançaria um torpedo em operação, sendo, durante a Batalha de França, largamente empregue em missões para as quais dificilmente seria adequado e para as quais as suas tripulações não haviam sido treinadas, bombardeamento e ataque a colunas motorizadas alemãs que invadiam o norte de França.

North 1500 Griffon - Ultimo avião do Arsenal de l'Aéronautique

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O Nord 1500 Griffon, foi o protótipo de um intercetor de elevada performance desenvolvido para utilizar um sistema motopropulsor híbrido, constituído por um motor turbojato SNECMA Atar 101E, montado dentro de um motor ramjet, Nord Stato-Reateur. Foi também o ultimo de uma lista de protótipos desenvolvidos e construídos pelo Arsenal de l'Aéronautique, uma instituição publica francesa criada em 1934 em Villacoublay, destinada a recuperar o atraso da industria aeronáutica militar francesa face às outras potências da época no desenvolvimento de aviões de combate. 
Nos anos que antecederam a Segunda Guerra Mundial, o Arsenal desenvolveu uma série de aviões de combate tecnicamente avançados, mas sem que nenhum deles tenha sido produzido em serie.
Após a guerra, em 1952, o Arsenal foi privatizado como SFECMAS (Société Française d'Etude et de Constructions de Matériel Aéronautiques Spéciaux), que em 1955, por fusão com a SNCAN (Société Nationale des Constructions Aéronautiques du Nord), deu origem à então designada Nord Aviation.

Leduc 0.22 - Intercetor supersónico ramjet (protótipo)

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Os Leduc 0.10, 0.21 e 0.22 foram protótipos, puras aeronaves experimentais, destinadas ao estudo da aplicação de motores Ramjet em aeronaves militares supersónicas. 
O ramjet (estato jato) é uma forma de motor atmosférico a jato que, em vez de possuir um compressor axial como os motores a jato convencionais, usa o movimento para a frente da aeronave para comprimir o ar que entra no motor. O motor ramjet não pode, por isso, produzir impulso à velocidade zero, sendo incapaz de mover um veículo estático. Um veículo movido por um ramjet, requer uma decolagem assistida por um outro motor, para o acelerar até á velocidade onde o ramjet começa a produzir impulso.
As aeronaves Leduc, monoplanos com um design estranho em que o piloto era colocado, deitado, com o mínimo conforto, num cone transparente, parte do nariz do avião, foram exaustivamente testadas durante a decada de 1950, mas o programa de desenvolvimento terminaria em 1958, com o advento do caça supersónico Mirage III.

Yakovlev Yak-9 - Caças Yak com motor de pistão

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No início da segunda guerra mundial a União Soviética possuía a maior força aérea do mundo em número de aeronaves. Porém quando, no Verão de 1941, a máquina de guerra Nazi deu início à Operação Barbarossa, todo esse poderio foi rapidamente varrido, no ar e no solo, pela modernas aeronaves da Luftwaffe. 
As aeronaves da VVS (Voyenno Vozdushniye Sily) eram, na sua maioria, obsoletas e por isso incapazes de enfrentar as modernas aeronaves alemãs como os Messerschmitt Bf 109. Porém a VVS dispunha já de algumas aeronaves recentes que não eram pressas tão fáceis. Entre esses encontravam-se os caças ligeiros Yakovlev Yak-1, os primeiros de uma vasta família que iria evoluir em qualidade e número, para chegarem ao fim da Guerra como incontestáveis senhores dos céus de leste. Neste período o Yak-1 seria sucedido pelo mais capaz Yakovlev Yak-3, enquanto em paralelo era desenvolvida uma serie de caças muito semelhantes  mais pesados e de maior alcance, os Yakovlev Yak-7, cujo desenvolvimento resultaria no definitivo Yakovlev Yak-9, o mais produzido de todos os caças soviéticos e um dos caças mais massivamente produzidos da história.

Yakovlev Yak-28 (Brewer; Firebar; Maestro)

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O Yakovlev Yak-28 (Яковлев Як -28) , identificado pela NATO pelos nomes de código, "Brewer", "Firebar", ou "Maestro", foi uma aeronave de combate bimotor a jato, desenvolvido pela OKB Yakovlev no final da década de 1950. O seu protótipo, Yak-129, voou pela primeira vez em 5 de março de 1958, e com ele Yakovlev, pretendeu provar que era possível ultrapassar as deficiências dos seus fracassados modelos anteriores Yak-26 e Yak-27, ambos derivados do caça Yak-25. O Yak-28 fora projetado como um bombardeio supersônico para substituir o Il-28 "Beagle", tendo o seu design sido facilitado pelo surgimento do Tumanskiy R-11-300, o motor do MiG-21. A VVS estava tão ansiosa para conseguir um bombardeiro supersônico que a sua produção em massa foi rapidamente aprovado, tendo as primeiras unidades entrado ao serviço em 1960. O Yak-28 foi produzido em Irkutsk durante 12 anos, sendo construidas cerca de 1180 aeronaves, em múltiplas variantes, bombardeiro, intercetor, reconhecimento, guerra eletrónica e instrução. As versões de combate foram retirado no início dos anos 80, mas as de instrução e outras permaneceram em serviço até depois da queda da União Soviética, voando pelo menos até 1992.

Boeing (McDonnell Douglas) F/A-18E/F Super Hornet

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Em finais da década de 1980 a US Navy estava, apesar de muitas vozes criticas mais ou menos contundentes, satisfeita com o desempenho do F/A-18 Hornet, no entanto também reconhecia que a aeronave tinha certas limitações, nomeadamente a insuficiente carga bélica e o reduzido raio de combate. Perante a eminente obsolescência de outras aeronaves, nomeadamente o caça de superioridade aérea Grumman F-14 Tomcat, a US Navy decidiu iniciar o desenvolvimento de um substituto, tomando como base o Hornet mas numa escala aumentada. O resultado foi o caça naval polivalente F/A-18E/F Super Hornet, aparentemente uma nova versão do Hornet, mas que foi claramente definido pelo construtor (McDonnell Douglas/Boeing) como uma nova aeronave, a partir da qual seria alguns anos depois desenvolvida a atual plataforma tática da guerra eletronica da US Navy o EA-18G Growler
Em 2019 prevê-se que seja iniciado o programa de upgrade da frota de Super Hornet para o padrão Block 3, pelo qual a aeronave poderá manter-se em operação até 2040.

McDonnell Douglas (Boeing) F/A-18 Hornet

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O McDonnell Douglas F/A-18 Hornet é um caça polivalente, para qualquer tempo, originalmente concebido para operar a partir de porta aviões como caça e avião de ataque para a US Navy (daí a designação F/A). 
O F/A-18 foi o resultado da aposta da US Navy no Northrop YF-17 que perdera para o General Dynamics YF-16 o contrato de fornecimento de caças para a USAF, mas que fora considerado genericamente equivalente ao vencedor, e com características que a US Navy valorizava nas suas aeronaves. A falta de experiência da Northrop levou-a a associar-se à McDonnell Douglas (agora Boeing ) que a partir do YF-17 desenvolveu o F/A-18 Hornet para uso da US Navy e US Marine Corps posteriormente exportado para mais sete países. Desde que entrou ao serviço em inicios da década de 1980 a sua versatilidade e confiabilidade tornaram-no num valioso recurso operacional, apesar de algumas vozes criticas à sua falta de alcance e carga quando comparado com os seus contemporâneos anteriores, o caça de superioridade aérea Grumman F-14 Tomcat e os aviões de ataque Grumman A-6 Intruder e LTV A-7 Corsair II.

Hawker Siddeley (BAe) Harrier

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O Hawker-Siddeley Harrier (atualmente BAe Harrier ou Boeing AV-8B Harrier) foi o primeiro avião de combate V/STOL (Vertical/Short Takeoff and Landing) a ser produzido em serie e a entrar em operecionalmente em combate. Foi o único projeto VTOL verdadeiramente bem-sucedido dos muitos que surgiram após finais da década de 1950 até inícios da de 1970. 
Emergiu do programa experimental P.1127/Kestrel iniciado autonomamente pela Hawker Siddeley nos finais da década de 1950 e seria introduzido na RAF a partir de abril de 1969, como corolário de uma sequência de acontecimentos mais ou menos afortunados.
Uma dessas afortunadas sequência de eventos conduziu à sua adaptação para uso naval pela Fleat Air Arm da Royal Navy, de onde emergiu o Sea Harrier, cuja atuação foi essencial para a vitória britânica na guerra das Falklands (Malvinas) em 1982.
Embora sofrendo inicialmente de uma serie de limitações de desempenho, insuficiente raio de combate e reduzida capacidade de carga bélica, tornar-se-ia um trunfo importante nas unidades de primeira linha da RAF e USMC (US Marine Corps).