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Henschel Hs 123

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O Henschel Hs 123 foi o bombardeiro de mergulho da Luftwaffe, que interinamente substituiu o Heinkel He 50 na segunda metade da década de 1930, até o Junkers Ju 87 Stuka, ficar disponivel
A sua produção decorreu de 1936 a 1938, e em setembro de 1939, à data invasão da Polónia pelas tropas Nazis, o Gruppe II (Schlacht)/LG 2 da Luftwaffe, estava ainda equipado com o Henschel Hs 123. Apesar do aspecto obsoleto da aeronave, a unidade alcançou resultados notáveis, inicialmente na Polónia e seguidamente durante a batalha de França em maio de 1940. Em maio de 1941, durante a operação Barbarossa  o II (Schlacht)/LG 2 continuava a operar aeronaves Hs 123, mantendo-as em operação até 1944.
Utilizado principalmente no apoio aéreo próximo às tropas em terra, o Hs 123, superficialmente anacrónico e obsoleto, demonstrou excelentes características de pilotagem, de sobrevivência, durabilidade e de eficácia em combate, o que justifica a sua carreira surpreendentemente longa como um avião de ataque ao solo.

Martin B-10

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O Martin (Modelo 139) B-10 foi o primeiro bombardeiro monoplano de construção totalmente metálica a entrar em plena produção para o US Army Air Corps (USAAC), iniciando uma revolução no design de bombardeiros, ao incorporar características inovadoras que se tornaram padrão nos bombardeiros, nas décadas que se seguiram. 
Essas caracteristicas incluíam, estrutura metálica, cockpits fechados, torres giratórias de metralhadoras (quase simultaneamente à torre de nariz fechada do bombardeiro biplano britânico Boulton Paul P.75 Overstrand), trem de aterragem retrátil, compartimento interno de bombas e motores fechados em carenagens NACA aerodinâmicas para diminuir o arrasto. O surgimento do Martin B-10 tornou todos os bombardeiros existentes completamente obsoletos, tal como muitos dos caças (aeronaves de perseguição segundo o conceito seguido no USAAC) seus contemporâneos.
O projeto da Glenn L Martin foi verdadeiramente revolucionário, definindo o padrão de todos os futuros bombardeiros, razão pelo que a empresa foi, em 1932, premiada com o Troféu Collier.

North American T-6 Texan

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North American T-6 Texan (também designado Harvard, Yale, T-Bird, Mosquito, ou simplesmente T-6 ou SNJ) foi um avião de instrução criado durante o final da década de 1930, posteriormente construído em grande número e utilizado por mais de 55 forças aéreas de países de todo o mundo até meados da década de 1970. Foram construídas 15495 unidades de T-6 em diversas versões pela North American Aviation e por empresas não Americanas sob licença nomeadamente a canadiana Canadian Car & Foundry (outras fontes indicam números de produção de 17096 unidades, 20110 *, ou 21342* considerando neste caso todas as variantes derivadas do NA-16). Embora construído para instrução básica o T-6 acabaria por desempenhar funções de combate, nomeadamente missões contrainsurgência (COIN) em alguns conflitos regionais na segunda metade do Seculo XX, depois de participar ativamente nos três últimos grandes conflitos do Século, Segunda Guerra Mundial, Guerra da Coreia e Guerra do Vietename. Apesar disto o T-6 Texan é conhecido fundamentalmente per ter sido um excelente avião de instrução responsável pela formação de centenas de milhares de pilotos ao longo de cinco décadas.

Heinkel He 112

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O sucesso ou fracasso de uma aeronave é, muito frequentemente, fruto de condicionalismos históricos e conjuntarais e não apenas das suas caracteristicas e performances, superiores. Ao longo da história da aviação militar, entre muitos exemplos ilustrativos encontramos o alemão, Heinkel He 112, um caça projetado por uma equipa liderada pelos irmãos Walter e Siegfried Günther em resposta a um dos primeiros requisitos emitido pelo Reichsluftfahrtministerium (RLM), para um caça monoplano destinado a substituir os Arado Ar 68 e Heinkel He 51.
Era uma aeronave verdadeiramente moderna e com caracteristicas inovadoras para a sua época no entanto perderia confronto com o Messerschmitt Bf 109, quando o RLM decidiu qual o caça com que iria equipar a Luftwaffe. Embora elogiado pelos muitos pilotos que posteriormente o testaram, e de o RLM e a Heinkel terem continuado o seu desenvolvimento e promoção junto de paises estrangeiros, apenas foi produzido em quantidades limitadas para satizfazer pequenas encomendas de paises como a Espanha, o Japão, a Hungria e a Roménia, onde operariam de forma muito limitada.

Blackburn B-24 Skua

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O Blackburn B-24 Skua foi um caça-bombardeiro naval, monoplano, de asa baixa, com um cockpit totalmente fechado, anterior ao inicio da 2ª Guerra Mundial, mas que entrou ainda em combate na fase inicial da guerra.
Foi a primeira aeronave do Braço Aéreo da Marinha Real Britânica (Fleet Air Arm) totalmente construída em metal, significando uma mudança radical para uma força até aí equipada com biplanos de cockpit aberto, como o Fairey Swordfish.
Foi também o primeiro caça-bombardeiro naval, a dispor de um trem de aterragem retrátil e uma hélice de passo variável.
Apesar de representar uma grande evolução para a FAA, o Skua, originalmente destinado também à função de caça de escolta dois lugares, mostrou-se inadequado para essa função, incapaz de fazer frente aos caças seus contemporâneos.

Fairey Swordfish

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O Fairey Swordfish foi um bombardeiro e torpedeiro, biplano, projetado pela Fairey Aviation Company, e usado pela Fleet Air Arm (FAA) da Royal Navy durante a Segunda Guerra Mundial.
Desenvolvido da década de 1930, o Swordfish, apelidado de "Stringbag", era um projeto desatualizado no início da Segunda Guerra Mundial em 1939, mas permaneceu ao serviço, na linha de frente até ao final das hostilidades, sobrevivendo a várias aeronaves destinadas a substituí-lo. Foi inicialmente operado como avião de ataque da frota britânica e mais tardiamente como avião anti-submarino e de instrução.

Breguet 27 / 270

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Durante a curta história da aviação e em particular da aviação militar foram construídos inúmeros tipos de aeronaves muitos dos quais não são, aparentemente, dignos de uma nota de rodapé. Digo aparentemente, porque em muitos casos encontramos ainda assim razões para que essas aeronaves sejam objeto de referência. 
Uma dessas aeronaves é o Breguet 27/270, construído em pequenas quantidades no início dos anos de 1930 para o Armée de l'Air (Força Aérea Francesa), como um avião de reconhecimento de dois lugares, mesmo depois do seu protótipo ter demonstrado um desempenho medíocre durante os testes de avaliação. 
Seria no entanto esse avião a realizar alguns dos marcos históricos da aviação francesa, entre os quais o primeiro voo de ida e volta entre Paris e Hanói, em 1932 pilotado por Paul Codos e Henri Robida.