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North 1500 Griffon - Ultimo avião do Arsenal de l'Aéronautique

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O Nord 1500 Griffon, foi o protótipo de um intercetor de elevada performance desenvolvido para utilizar um sistema motopropulsor híbrido, constituído por um motor turbojato SNECMA Atar 101E, montado dentro de um motor ramjet, Nord Stato-Reateur. Foi também o ultimo de uma lista de protótipos desenvolvidos e construídos pelo Arsenal de l'Aéronautique, uma instituição publica francesa criada em 1934 em Villacoublay, destinada a recuperar o atraso da industria aeronáutica militar francesa face às outras potências da época no desenvolvimento de aviões de combate. 
Nos anos que antecederam a Segunda Guerra Mundial, o Arsenal desenvolveu uma série de aviões de combate tecnicamente avançados, mas sem que nenhum deles tenha sido produzido em serie.
Após a guerra, em 1952, o Arsenal foi privatizado como SFECMAS (Société Française d'Etude et de Constructions de Matériel Aéronautiques Spéciaux), que em 1955, por fusão com a SNCAN (Société Nationale des Constructions Aéronautiques du Nord), deu origem à então designada Nord Aviation.

Leduc 0.22 - Intercetor supersónico ramjet (protótipo)

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Os Leduc 0.10, 0.21 e 0.22 foram protótipos, puras aeronaves experimentais, destinadas ao estudo da aplicação de motores Ramjet em aeronaves militares supersónicas. 
O ramjet (estato jato) é uma forma de motor atmosférico a jato que, em vez de possuir um compressor axial como os motores a jato convencionais, usa o movimento para a frente da aeronave para comprimir o ar que entra no motor. O motor ramjet não pode, por isso, produzir impulso à velocidade zero, sendo incapaz de mover um veículo estático. Um veículo movido por um ramjet, requer uma decolagem assistida por um outro motor, para o acelerar até á velocidade onde o ramjet começa a produzir impulso.
As aeronaves Leduc, monoplanos com um design estranho em que o piloto era colocado, deitado, com o mínimo conforto, num cone transparente, parte do nariz do avião, foram exaustivamente testadas durante a decada de 1950, mas o programa de desenvolvimento terminaria em 1958, com o advento do caça supersónico Mirage III.

Yakovlev Yak-28 (Brewer; Firebar; Maestro)

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O Yakovlev Yak-28 (Яковлев Як -28) , identificado pela NATO pelos nomes de código, "Brewer", "Firebar", ou "Maestro", foi uma aeronave de combate bimotor a jato, desenvolvido pela OKB Yakovlev no final da década de 1950. O seu protótipo, Yak-129, voou pela primeira vez em 5 de março de 1958, e com ele Yakovlev, pretendeu provar que era possível ultrapassar as deficiências dos seus fracassados modelos anteriores Yak-26 e Yak-27, ambos derivados do caça Yak-25. O Yak-28 fora projetado como um bombardeio supersônico para substituir o Il-28 "Beagle", tendo o seu design sido facilitado pelo surgimento do Tumanskiy R-11-300, o motor do MiG-21. A VVS estava tão ansiosa para conseguir um bombardeiro supersônico que a sua produção em massa foi rapidamente aprovado, tendo as primeiras unidades entrado ao serviço em 1960. O Yak-28 foi produzido em Irkutsk durante 12 anos, sendo construidas cerca de 1180 aeronaves, em múltiplas variantes, bombardeiro, intercetor, reconhecimento, guerra eletrónica e instrução. As versões de combate foram retirado no início dos anos 80, mas as de instrução e outras permaneceram em serviço até depois da queda da União Soviética, voando pelo menos até 1992.

Vought XF5U - A panqueca voadora

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Panqueca voadora, Bolacha voadora, Disco voador ou Zimmer skimmer, foram os nomes usados para descrever os pouco ortodoxos Vought V-173 e Vought XF5U-1 desenhados por Charles H. Zimmerman durante a segunda guerra mundial. A pesquisa de Zimmermann levara-o a conceptualizar uma aeronave em forma de disco com grandes hélices que deveria ser capaz de descolar e aterrar em pistas curtas, manter a sustentação de voo a velocidades muito baixas, e ser capaz de atingir velocidades tão elevadas como as melhores aeronaves convencionais da sua época, permitindo simultaneamente uma elevada manobrabilidade.
O sucesso do Vought V-173 construido como prova de viabilidade do conceito, chamou a atenção da US Navy, que contrataria a Vought para a construir o protótipo de um caça com as mesmas características, o Vought XF5U-1. Embora tenham sido construidos dois protótipos, os atrasos, resultado de inúmeras dificuldades técnicas, e a redução do orçamento da US Navy após o fim da guerra conduziriam ao cancelamento do programa de desenvolvimento antes que o XF5U tivesse oportunidade de demonstrar se era ou não viável.

Lockheed U-2 Dragon Lady

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Talvez nenhum outro avião militar tenha feito mais história que o Lockheed U-2, um avião de reconhecimento norte americano operado desde finais da década de 1950, inicialmente, parte de um programa secreto da CIA (Central Intelligence Agency) e depois pela USAF( United States Air Force) . Projetado como um avião espião, com um teto de operação de cerca de 21000 metros, foi largamente usado na Guerra fria em missões clandestinas sobrevoando territórios da União Soviética, China, Vietname e Cuba, tendo protagonizado alguns dos episódios mais perigosos daquele período, como o abate de Gary Powers em 1960 sobre a União Soviética por um míssil terra-ar (SAM) ou do Major Rudolf Anderson, Jr durante a crise dos mísseis de Cuba em 1962. 
Mais recentemente os U-2 operaram em quase todos os conflitos regionais, incluindo Iraque e Afeganistão como suporte às diversas operações multinacionais da NATO fornecendo informação operacional sobre as áreas em conflito. É também usado pela NASA para inúmeros fins científicos, incluindo a calibração de sensores de satélites.

Vought F7U Cutlass

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O Vought F7U Cutlass foi um caça naval a jato, que pretendia ser de elevado desempenho, desenvolvido e construído pela Chance Vought para a US Navy a partir do final da Segunda Guerra Mundial. Projetado por Rex Beisel, também responsável pelo F4U Corsair, o F7U apresentou-se com um design único, asas enflechadas numa fuselagem "sem cauda", munido de, novos, inovadores e não testados recursos, que o tornavam bastante avançado para o seu tempo. Foi o primeiro caça que incorporou no seu projeto sistemas de controlo totalmente hidráulicos com um sistema de "sensação artificial" e um sistema de estabilização automática. Porém a inexistência, à época, motores suficientemente potentes, as deficiências estruturais e as inovações ainda pouco confiáveis, atormentariam toda a sua curta vida operacional, marcada por inúmeros acidentes. Entre 1948 e 1955 foram produzidas 320 aeronaves F7U, um quarto das quais seriam destruídas em acidentes operacionais, uma taxa tão elevada de acidentes que a US Navy as começaria a retirar de operação em 1956.

Vought F6U Pirate

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O Vought F6U Pirate foi o primeiro caça a jato da empresa Vought, concebido para a US Navy (Marinha Norte Americana) durante a segunda metade da década de 1940. Embora pioneiro na utilização de um motor turbojato com um pós-combustor num caça naval e na utilização de materiais compósitos na sua construção, a aeronave demonstrou uma fraca potência e foi considerada inadequada para combate. Das 33 unidades construídas nenhuma foi integrada em esquadrões operacionais, sendo relegadas para funções de desenvolvimento, teste e instrução e retirados de serviços em 1950, três anos apenas após o voo do primeiro protótipo.
O F6U Pirate teria sido o primeiro caça puramente a jato da US Navy e, apesar de não ter sido bem sucedido, abriu o caminho para os futuros caças navais a jato, dando à Vought a experiência que lhe permitiria, no futuro, desenvolver alguns dos melhores aviões baseados em porta-aviões das décadas seguintes (com a  exceção do  F7U Cutlass, também ele fracassado, mas que contribuiu de forma indelével para a introdução de novas soluções de design e novas tecnologias na aviação naval).