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O Hawker-Siddeley Harrier (atualmente BAe Harrier ou Boeing AV-8B Harrier) foi o primeiro avião de combate V/STOL (Vertical/Short Takeoff and Landing) a ser produzido em serie e a entrar em operecionalmente em combate. Foi o único projeto VTOL verdadeiramente bem-sucedido dos muitos que surgiram após finais da década de 1950 até inícios da de 1970. Emergiu do programa experimental P.1127/Kestrel iniciado autonomamente pela Hawker Siddeley nos finais da década de 1950 e seria introduzido na RAF a partir de abril de 1969, como corolário de uma sequência de acontecimentos mais ou menos afortunados. Uma dessas afortunadas sequência de eventos conduziu à sua adaptação para uso naval pela Fleat Air Arm da Royal Navy, de onde emergiu o Sea Harrier, cuja atuação foi essencial para a vitória britânica na guerra das Falklands (Malvinas) em 1982. Embora sofrendo inicialmente de uma serie de limitações de desempenho, insuficiente raio de combate e reduzida capacidade de carga bélica, tornar-se-ia um trunfo importante nas unidades de primeira linha da RAF e USMC (US Marine Corps). |
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O primeiro jato VTOL (Vertical Take-Off and Landing) operacional foi o Hawker-Siddeley Harrier Britânico que realizou o primeiro voo em dezembro de 1967. Porém ao contrário do que poderia parecer se houve um país que investiu seriamente na tecnologia VTOL durante a década de 1960, esse país foi a RFA (Republica Federal Alemã).
Neste período os alemães desenvolveram três aeronaves VTOL, o caça supersónico EWR VJ 101C, o transporte tático Dornier Do 31, e o caça tático VFW VAK 191B. Os vários protótipos construídos provaram a viabilidade da tecnologia e concretamente o Dornier Do 31 demonstrou capacidade para ser operacionalizado porém o interesse pelo conceito VTOL, arrefeceria, e consequentemente desenvolvimento das aeronaves cessaria. Tal como muitos outros dos primeiros projetos de VTOL, eles eram tecnicamente viáveis, mas considerados bastante difíceis de manter em uso operacional, por isso nunca entraram em produção embora apontassem um caminho possível para o futuro. |
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O Sukhoi Su-25 (Código NATO Frogfoot), é um avião Russo destinado ao apoio aéreo próximo desenvolvido pala Sukhoi OKB, considerado o sucessor do famoso Ilyushin Il-2 Sturmovik da Segunda Guerra Mundial. Rápido, pesadamente armado e blindado, é considerado um dos aviões em operação mais difíceis de abater em todo o mundo.
Possui uma longa história operacional de mais de 30 anos de serviço tendo sido altamente utilizado pela União Soviética na Guerra do Afeganistão (1979-1989), em missões contra-insurgência contra os Mujahideen. Foi também largamente utilizado pela Força Aérea Iraquiana na Guerra Irão-Iraque (1980-1988), e também na primeira Guerra do Golfo (1990-1991). Entre os anos de 1990 e 2010 esteve presente nas guerras da Chechênia, Abecásia (1992–1993) e Ossétia do Sul (2008), e Macedônia (2001). Ao todo foram produzidos mais de 1200 Su-25 em várias versões, estando ainda presente em diversos países, na África, Ásia e Europa, para além da Russia e dos diversos paises que surgiram após o colapso da União Soviética. |
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O Lockheed SR-71 "Blackbird" foi uma aeronave de reconhecimento estratégico de longo alcance, e alta velocidade (Mach 3+) operada pela USAF (United States Air Force). Foi desenvolvido como um black project a partir do avião de reconhecimento da CIA, Lockheed A-12 Oxcart, criado em finais da década de 1950 início da de 1960 pelo conceituado engenheiro aeroespacial Clarence "Kelly" Johnson, responsável por muitos dos conceitos originais e inovadores integrados no SR-71, nomeadamente a capacidade furtiva, ainda que básica.
No decorrer das missões de reconhecimento o SR-71 operava a altitudes e velocidades tão elevadas que lhe permitiam, virtualmente, escapar a qualquer ameaça. Caso o seu avançado sistema de contramedidas detetasse uma ameaça, fosse ela um míssil ou um intercetor bastava-lhe acelerar até a sua velocidade e altitude de cruzeiro para ficar fora do seu alcance.
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O Lockheed A-12 foi uma aeronave de reconhecimento construída para a Central Intelligence Agency (CIA) do EUA, pela Skunk Works da Lockheed, com base em projetos de Clarence "Kelly" Johnson. Foi designada por A-12, por ser o resultado do 12º design de um programa de desenvolvimento internamente designado por Archangel I. Competiu no programa Oxcart da CIA contra a proposta do Convair Kingfish em 1959 e ganhou o contrato de desenvolvimento e posterior construção. Foi produzido de 1962 a 1964 e operado de 1963 a 1968, sendo o precursor do intercetor YF-12A, e do inultrapassável SR- 71 Blackbird, que se tornaria o mais importante ativo de reconhecimento estratégico da USAF durante a segunda metade da guerra fria. O programa, considerado um “Black Projet”, apenas foi oficialmente revelado em meados da década de 1990. Um oficial da CIA escreveria mais tarde que o nome "Oxcart” fora selecionado de uma lista aleatória de nomes de código para designar o programa de pesquisa e desenvolvimento do A-12. |
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O North American XB-70 Valkyrie foi o protótipo de um bombardeiro estratégico proposto para o Comando Aéreo Estratégico (SAC) da USAF que teria sido o bombardeiro de maior desempenho até hoje construído, se não se tivesse tornado politicamente obsoleto face aos novos desenvolvimentos tecnológicos.
Projetado no final da década de 1950 , o Valkyrie era uma grande aeronave, impulsionada por seis motores, capaz de voar a uma velocidade de cruzeiro de Mach 3+, e a uma altitude de 21 mil metros, o que lhe permitiria evitar os intercetores, o único agente anti-bombardeiro disponível na época.
A introdução de mísseis superfície-ar eficazes a alta altitude, os elevados custos de desenvolvimento e a mudança no ambiente tecnológico com a introdução de mísseis balísticos intercontinentais (ICBMs) levaram ao cancelamento do programa B-70 em 1961. Os dois protótipos, construidos com a designação XB-70A foram utilizados para realizar voos de teste supersónico entre 1964 a 1969 .
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