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Blohm & Voss (Ha) Bv 141

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O Blohm & Voss Bv141 foi um dos mais estranhos projetos da história da aviação. Foi uma aeronave alemã da Segunda Guerra Mundial, projetada por Richard Vogt para a Luftwaffe, para missões táticas de reconhecimento aéreo e bombardeamento ligeiro, que se tornou notável pelo seu design estruturalmente assimétrico, nada convencional.
Parecia que o desenho assimétrico desequilibrava perigosamente o avião, no entanto, os testes de voo confirmaram a excelente estabilidade e manobrabilidade da máquina. 
Embora tenha revelado boa performance, acabaria por não ser escolhida para produção em massa, em grande parte devido ao facto do seu motor estar disponível em quantidades limitadas (o motor era o usado no caça Focke-Wulf 190 considerado prioritário) e por haver outras aeronaves de reconhecimento disponíveis, como o Focke-Wulf Fw 189, que utilizava motores não estratégicos.

DeHaviland DH-98 Mosquito

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O De Havilland DH 98 Mosquito foi um avião britânico projetado como bombardeiro pela De Havilland, em 1938 e usado pela RAF durante e após a II Guerra Mundial. Era uma máquina inovadora, refletindo um pensamento não convencional tanto no conceito operacional quanto na construção. Teve por isso que superar uma forte resistência oficial antes de ser finalmente aceite para o serviço. Originalmente concebido como bombardeiro rápido e desarmado, o Mosquito foi largamente produzido em dezenas de versões que o tornaram uma das mais versáteis aeronaves da Guerra, como bombardeiro tático de baixa e alta altitude, avião de reconhecimento fotográfico, caça pesado, caça noturno, caça-bombardeiro, e avião de ataque marítimo. Uma das suas características diferenciadoras era a sua construção, quase na totalidade, em contraplacado de madeira, que o tornava leve e resistente, capaz de conservar a integridades estrutural mesmo após ter sofrido danos na estrutura e na fuselagem.

Lockheed U-2 Dragon Lady

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Talvez nenhum outro avião militar tenha feito mais história que o Lockheed U-2, um avião de reconhecimento norte americano operado desde finais da década de 1950, inicialmente, parte de um programa secreto da CIA (Central Intelligence Agency) e depois pela USAF( United States Air Force) . Projetado como um avião espião, com um teto de operação de cerca de 21000 metros, foi largamente usado na Guerra fria em missões clandestinas sobrevoando territórios da União Soviética, China, Vietname e Cuba, tendo protagonizado alguns dos episódios mais perigosos daquele período, como o abate de Gary Powers em 1960 sobre a União Soviética por um míssil terra-ar (SAM) ou do Major Rudolf Anderson, Jr durante a crise dos mísseis de Cuba em 1962. 
Mais recentemente os U-2 operaram em quase todos os conflitos regionais, incluindo Iraque e Afeganistão como suporte às diversas operações multinacionais da NATO fornecendo informação operacional sobre as áreas em conflito. É também usado pela NASA para inúmeros fins científicos, incluindo a calibração de sensores de satélites.

Lockheed SR-71 Blackbird

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O Lockheed SR-71 "Blackbird" foi uma aeronave de reconhecimento estratégico de longo alcance, e alta velocidade (Mach 3+) operada pela USAF (United States Air Force). Foi desenvolvido como um black project a partir do avião de reconhecimento da CIA, Lockheed A-12 Oxcart, criado em finais da década de 1950 início da de 1960 pelo conceituado engenheiro aeroespacial Clarence "Kelly" Johnson, responsável por muitos dos conceitos originais e inovadores integrados no SR-71, nomeadamente a capacidade furtiva, ainda que básica.
No decorrer das missões de reconhecimento o SR-71 operava a altitudes e velocidades tão elevadas que lhe permitiam, virtualmente, escapar a qualquer ameaça. Caso o seu avançado sistema de contramedidas detetasse uma ameaça, fosse ela um míssil ou um intercetor bastava-lhe acelerar até a sua velocidade e altitude de cruzeiro para ficar fora do seu alcance.

Lockheed A-12 Oxcart - Precursor do SR-71 Blackbird

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O Lockheed A-12 foi uma aeronave de reconhecimento construída para a Central Intelligence Agency (CIA) do EUA, pela Skunk Works da Lockheed, com base em projetos de Clarence "Kelly" Johnson. Foi designada por A-12, por ser o resultado do 12º design de um programa de desenvolvimento internamente designado por Archangel I. Competiu no programa Oxcart da CIA contra a proposta do Convair Kingfish em 1959 e ganhou o contrato de desenvolvimento e posterior construção. Foi produzido de 1962 a 1964 e operado de 1963 a 1968, sendo o precursor do intercetor YF-12A, e do inultrapassável SR- 71 Blackbird, que se tornaria o mais importante ativo de reconhecimento estratégico da USAF durante a segunda metade da guerra fria. O programa, considerado um “Black Projet”, apenas foi oficialmente revelado em meados da década de 1990. Um oficial da CIA escreveria mais tarde que o nome "Oxcart” fora selecionado de uma lista aleatória de nomes de código para designar o programa de pesquisa e desenvolvimento do A-12.

SAAB J 37 Viggen

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O SAAB J 37 Viggen foi um avião de combate de médio alcance, desenvolvido na Suécia pela SAAB a partir de inícios da década de 1960, para as funções de ataque, interceção, reconhecimento e patrulha marítima. Os primeiros trabalhos foram iniciados pela SAAB em 1952 resultando na seleção de uma asa com uma configuração delta inovadora, auxiliada por canards de grandes dimensões à frente (o Viggen foi efetivamente a primeira aeronave produzida em serie a utilizar canards). Para a prossecução das diferentes funções a que se destinava foram produzidas variantes distintas do Viggen, a de ataque (AJ 37), a de caça intercetor (JA 37), a de reconhecimento (SF 37), a de patrulha marítima (SH 37) e uma versão de instrução de dois lugares (SK 37). O seu primeiro voo ocorreu em 1967, e a entrada ao serviço ocorreu alguns anos depois em 1971, mantendo-se em operação na Svenska Flygvapnet (Real Força Aérea Sueca) até novembro de 2005, altura em que foi substituído pelo moderno SAAB JAS 39 Gripen.

Caudron tipo G

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Caudron tipo G foi uma família de biplanos franceses, desenhados por René e Gaston Caudron,  amplamente utilizados durante a primeira guerra mundial em funções de reconhecimento, bombardeamento e  instrução.
No inicio da primeira guerra mundial, o monomotor Caudron G.3, uma adaptação para fins militares do Caudron G.2, foi amplamente usado como avião de reconhecimento, no entanto a rápida evolução da aviação levaria ao desenvolvimento de um bimotor (o primeiro bimotor da história da aviação a ser largamente produzido), o Caudron  G.4, construído a partir de 1915, e inicialmente usado como um bombardeiro, e avião de reconhecimento capaz de chegar ao interior da  Alemanha. Seria relegado para operações noturnas e instrução, assim que a Deutsche Luftstreitkräfte (precursora da Luftwaffe) se desenvolveu como uma eficaz força de combate tornando o G.4 um alvo fácil para os seus caças.