Mostrar mensagens com a etiqueta P - Alemanha. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta P - Alemanha. Mostrar todas as mensagens

Blohm & Voss (Ha) Bv 141

.
.
O Blohm & Voss Bv141 foi um dos mais estranhos projetos da história da aviação. Foi uma aeronave alemã da Segunda Guerra Mundial, projetada por Richard Vogt para a Luftwaffe, para missões táticas de reconhecimento aéreo e bombardeamento ligeiro, que se tornou notável pelo seu design estruturalmente assimétrico, nada convencional.
Parecia que o desenho assimétrico desequilibrava perigosamente o avião, no entanto, os testes de voo confirmaram a excelente estabilidade e manobrabilidade da máquina. 
Embora tenha revelado boa performance, acabaria por não ser escolhida para produção em massa, em grande parte devido ao facto do seu motor estar disponível em quantidades limitadas (o motor era o usado no caça Focke-Wulf 190 considerado prioritário) e por haver outras aeronaves de reconhecimento disponíveis, como o Focke-Wulf Fw 189, que utilizava motores não estratégicos.

Henschel Hs 129

.
.
Henschel Hs 129 foi uma aeronave de ataque alemã da Segunda Guerra Mundial, especializada no ataque antitanque. Projetada a partir de 1937 por Friedrich Nikolaus como resposta a uma especificação do RLM (Ministério do Ar Alemão), passou por um longo período de desenvolvimento daí resultando a sua entrada tardia na Guerra. 

Apareceu pela primeira vez em unidades de combate em novembro de 1940, mas só em finais de 1941 se tornou verdadeiramente útil operacionalmente com a entrega das primeiras unidades Hs 129B. Foi usado principalmente na frente oriental entre 1942 a 1945, onde se tornou conhecido entre o pessoal da Luftwaffe pela alcunha de Büchsenöffner (abre latas). Operou de forma desastrosa no norte da África, mas na Rússia, embora não fosse a aeronave antitanque e de ataque perfeita, foi capaz de enfrentar com algum sucesso os tanques soviéticos de primeira linha. 
Foram produzidas, apenas, 865 aeronaves, mas o Hs 129 permaneceu em operação até final da Guerra.
.

Henschel Hs 123

.
.
.
.
O Henschel Hs 123 foi o bombardeiro de mergulho da Luftwaffe, que interinamente substituiu o Heinkel He 50 na segunda metade da década de 1930, até o Junkers Ju 87 Stuka, ficar disponivel
A sua produção decorreu de 1936 a 1938, e em setembro de 1939, à data invasão da Polónia pelas tropas Nazis, o Gruppe II (Schlacht)/LG 2 da Luftwaffe, estava ainda equipado com o Henschel Hs 123. Apesar do aspecto obsoleto da aeronave, a unidade alcançou resultados notáveis, inicialmente na Polónia e seguidamente durante a batalha de França em maio de 1940. Em maio de 1941, durante a operação Barbarossa  o II (Schlacht)/LG 2 continuava a operar aeronaves Hs 123, mantendo-as em operação até 1944.
Utilizado principalmente no apoio aéreo próximo às tropas em terra, o Hs 123, superficialmente anacrónico e obsoleto, demonstrou excelentes características de pilotagem, de sobrevivência, durabilidade e de eficácia em combate, o que justifica a sua carreira surpreendentemente longa como um avião de ataque ao solo.

Protótipos Alemães de aviões VTOL

.
.
.
.
O primeiro jato VTOL (Vertical Take-Off and Landing) operacional foi o Hawker-Siddeley Harrier Britânico que realizou o primeiro voo em dezembro de 1967. Porém ao contrário do que poderia parecer se houve um país que investiu seriamente na tecnologia VTOL durante a década de 1960, esse país foi a RFA (Republica Federal Alemã).
Neste período os alemães desenvolveram três aeronaves VTOL, o caça supersónico EWR VJ 101C, o transporte tático Dornier Do 31, e o caça tático VFW VAK 191B. Os vários protótipos construídos provaram a viabilidade da tecnologia e concretamente o Dornier Do 31 demonstrou capacidade para ser operacionalizado porém o interesse pelo conceito VTOL, arrefeceria, e consequentemente desenvolvimento das aeronaves cessaria.
Tal como muitos outros dos primeiros projetos de VTOL, eles eram tecnicamente viáveis, mas considerados bastante difíceis de manter em uso operacional, por isso nunca entraram em produção embora apontassem um caminho possível para o futuro. 

Heinkel He 280 - O primeiro caça a jato

.
.
.
.
O Heinkel He 280 foi o primeiro caça do mundo impulsionado por motores a jato. Desenvolvido no decorrer da Segunda Guerra Mundial, foi o resultado natural do sucesso do  demonstrador de tecnologia Heinkel He 178, o primeiro avião com motor a jato a voar. Foram construídos nove protótipos mas apesar de ter design muito avançado relativamente ao caças seus contemporâneos, em 27 de Março de 1943, o Reichsluftfahrtministerium (RLM), tomou a decisão de abandonar o seu desenvolvimento por consideração à superioridade técnica demonstrada pelo Messerschmitt Me 262. Esta decisão foi mais uma de um conjunto de más decisões do RLM que entre 1941 e 1943 fora incapaz de ver o potêncial do He 280. Tivesse o RLM apoiado de forma mais sólida o desenvolvimento do He 280 e do motor HeS 8A para o qual fora projetado, a aeronave da Heinkel teria eventualmente entrado em produção e chegado às linhas da frente, um ano antes do Messerschmitt Me 262, eventualmente permitindo à Luftwaffe manter a superioridade aérea sobre a Europa, uma vez que os aliados não dispunham nesse momento de nenhuma aeronave comparável.

Messerschmitt Me 163 Komet

.
.
.
.
O Messerschmitt Me 163 Komet, foi o primeiro e único avião de combate movido exclusivamente por um motor de foguete, a entrar efetivamente em operação. Desenhado por Alexander Lippisch, para a Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial, tinham um design revolucionário e atingia uma velocidade inigualável para época. O piloto de testes alemão Heini Dittmar em 6 de julho 1944 atingiu a velocidade de 1130 km/h, pilotando o Me 163B V18 (VA+SP). Este registo, não oficial, só seria quebrado em termos de velocidade absoluta em 6 de novembro 1947 por Chuck Yeager no voo numero 58 do Bell X-1, com 1434 km/h, e só voltaria a ser quebrado quase uma década depois.
Apesar da sua velocidade inigualável o Komet foi totalmente ineficaz como caça intercetor tendo abatido apenas nove aviões aliados (dezasseis segundo outras fontes), até ser abandonado a favor do eficaz Messerschmitt Me 262 Schwalbe.

Focke-Wulf Fw 190 Würger

.
.

.

Durante os anos em que a Luftwaffe e a RAF lutaram pelo controle do Canal da Mancha, principalmente entre 1941 e 1944, pôde-se observar uma verdadeira corrida tecnológica entre ingleses e alemães para desenvolver aviões melhores e mais versáteis, verdadeiras máquinas de guerra que seriam comandadas pelos mais hábeis pilotos de ambos os lados. Os britânicos apostaram no seu venerável Spitfire enquanto que os alemães apareceram em 1941, com o novíssimo Focke-Wulf Fw 190, que haviam apelidado de "Würger" (ave de rapina). 
Foi uma descoberta desagradável para os pilotos da RAF que haviam conseguido conter a Luftwaffe durante a Batalha da Inglaterra mas, agora, enfrentavam um novo e desafiante adversário, superior a todos os caças à disposição da RAF.
A resposta da RAF  ao novo caça alemão surgiria tardiamente em junho de 1942 quando ficou operacional o novo Spitfire Mk IX, que conseguia enfrentar o Fw 190 em pé de igualdade.