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Bloch MB.150

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Bloch MB.150 foi o primeiro de uma família de caças originalmente desenvolvidos em França pela Société des Avions Marcel Bloch em resposta a um concurso de 1934 do ministério ar, posteriormente construído pela Société Nationale des Constructions Aéronautiques du Sud-Ouest (SNCASE), após a nacionalização da industria aeronáutica francesa.
Durante o período em que operou no inicio da Segunda Guerra Mundial, demonstrou ser uma aeronave robusta, e estável como plataforma de armas, no entando possuia um raio de combate demasiado curto, uma baixa taxa de subida, e um armamento deficiente (embora poderoso era pouco confiável). Mesmo assim, os MB.151/152 alegam ter destruído 190 aviões inimigos com apenas 86 perdas durante os primeiros dias da batalha de França.
Após o armistício, seis esquadrões de MB.150 continuaram a voar sob o regime de Vichy, mas até 1942 foram totalmente retirados da frente de combate, substituídos pelos Dewoitine D.520.

Latécoére Laté 298

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O Latécoère Laté 298 foi um hidroavião multifunção, de três lugares, construído para a Aéronavale (Aviação Naval Francesa) em finais da década de 1930. Destinava-se a cumprir funções de bombardeiro torpedeiro, bombardeio horizontal e de mergulho (com duas bombas de até 150 kg cada), reconhecimento de longo alcance (utilizando para o efeito um tanque de combustível extra de 535 litros), reconhecimento noturno e lançamento de cortina de fumo. 
Considerado por Morareau e Ledet no livro "Le Latécoère 298" como o melhor avião torpedeiro do mundo, em 1939, era operado por sete esquadras de torpedeamento (“T”) da Aéronavale (braço aéreo da marinha francesa) no inicio da Segunda Guerra Mundial. Porém, nunca lançaria um torpedo em operação, sendo, durante a Batalha de França, largamente empregue em missões para as quais dificilmente seria adequado e para as quais as suas tripulações não haviam sido treinadas, bombardeamento e ataque a colunas motorizadas alemãs que invadiam o norte de França.

North 1500 Griffon - Ultimo avião do Arsenal de l'Aéronautique

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O Nord 1500 Griffon, foi o protótipo de um intercetor de elevada performance desenvolvido para utilizar um sistema motopropulsor híbrido, constituído por um motor turbojato SNECMA Atar 101E, montado dentro de um motor ramjet, Nord Stato-Reateur. Foi também o ultimo de uma lista de protótipos desenvolvidos e construídos pelo Arsenal de l'Aéronautique, uma instituição publica francesa criada em 1934 em Villacoublay, destinada a recuperar o atraso da industria aeronáutica militar francesa face às outras potências da época no desenvolvimento de aviões de combate. 
Nos anos que antecederam a Segunda Guerra Mundial, o Arsenal desenvolveu uma série de aviões de combate tecnicamente avançados, mas sem que nenhum deles tenha sido produzido em serie.
Após a guerra, em 1952, o Arsenal foi privatizado como SFECMAS (Société Française d'Etude et de Constructions de Matériel Aéronautiques Spéciaux), que em 1955, por fusão com a SNCAN (Société Nationale des Constructions Aéronautiques du Nord), deu origem à então designada Nord Aviation.

Leduc 0.22 - Intercetor supersónico ramjet (protótipo)

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Os Leduc 0.10, 0.21 e 0.22 foram protótipos, puras aeronaves experimentais, destinadas ao estudo da aplicação de motores Ramjet em aeronaves militares supersónicas. 
O ramjet (estato jato) é uma forma de motor atmosférico a jato que, em vez de possuir um compressor axial como os motores a jato convencionais, usa o movimento para a frente da aeronave para comprimir o ar que entra no motor. O motor ramjet não pode, por isso, produzir impulso à velocidade zero, sendo incapaz de mover um veículo estático. Um veículo movido por um ramjet, requer uma decolagem assistida por um outro motor, para o acelerar até á velocidade onde o ramjet começa a produzir impulso.
As aeronaves Leduc, monoplanos com um design estranho em que o piloto era colocado, deitado, com o mínimo conforto, num cone transparente, parte do nariz do avião, foram exaustivamente testadas durante a decada de 1950, mas o programa de desenvolvimento terminaria em 1958, com o advento do caça supersónico Mirage III.

SEPECAT Jaguar

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O SEPECAT Jaguar é uma aeronave de ataque tático, resultado de um projeto conjunto da inglesa BAC (atual BAE), e da francesa Breguet (atual Dassault), que criaram para o efeiro a Société Européenne de Production de l'Avion d'École de Combat et d'Appui Tactique (SEPECAT). Originalmente concebido como um avião de instrução avançada e apoio tático, viria a evoluir para um caça-bombardeiro por excelência. 
O primeiro protótipo voou em setembro de 1968, dando origem a quatro versões básicas de produção, duas para a Royal Air Force (RAF) e duas para o Armée de l'air (AA), sendo ainda construído um protótipo para uma versão naval, o Jaguar M, que no entanto não entraria em produção. Os Jaguar ingleses e franceses tiveram sua hora de glória durante a Guerra do Golfo, onde foram extensivamente utilizados, mas a aeronave foi adotada por outros países entre eles Omã, Equador, Nigéria e Índia, atualmente o maior operador do Jaguar, numa versão construida e modernizada localmente pela HAL (Hindustan Aircraft Ltd).

SPAD S.VII e S.XIII - Os aviões SPAD da Grande Guerra

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Frequentemente referido como o Spitfire da Primeira Guerra Mundial, o SPAD S.VII entrou ao serviço das forças francesas em 1916, e manteve-se ao serviço nas frentes de combate até ao Armistício em 1918. Quando pela primeira vez entrou em combate rapidamente se colocou em vantagem perante os seus opositores, pela sua velocidade, taxa de subida e construção robusta que lhe permitia realizar um voo picado a alta velocidade sem sofrer danos estruturais. Durante o tempo que esteve operação foram-lhe sendo implementadas melhorias sucessivas que culminaram no mais bem sucedido e capaz SPAD S.XIII. O seu sucesso como caça é demonstrado pelo numero de países que o adotaram durante o conflito e o mantiveram em operação durante bastantes anos após o fim da Primeira Guerra, Bélgica, Rússia, Reino Unido, EUA e claro o seu maior operador a França que o manteve em operação até 1928.

Caudron tipo G

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Caudron tipo G foi uma família de biplanos franceses, desenhados por René e Gaston Caudron,  amplamente utilizados durante a primeira guerra mundial em funções de reconhecimento, bombardeamento e  instrução.
No inicio da primeira guerra mundial, o monomotor Caudron G.3, uma adaptação para fins militares do Caudron G.2, foi amplamente usado como avião de reconhecimento, no entanto a rápida evolução da aviação levaria ao desenvolvimento de um bimotor (o primeiro bimotor da história da aviação a ser largamente produzido), o Caudron  G.4, construído a partir de 1915, e inicialmente usado como um bombardeiro, e avião de reconhecimento capaz de chegar ao interior da  Alemanha. Seria relegado para operações noturnas e instrução, assim que a Deutsche Luftstreitkräfte (precursora da Luftwaffe) se desenvolveu como uma eficaz força de combate tornando o G.4 um alvo fácil para os seus caças.