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Aeronaves militares portuguesas (Génese)

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Os primeiros passos no domínio do ar não passaram despercebidos em Portugal, graças em parte à ligação da estrutura militar à sua congénere francesa, o que permitiu a formação de um núcleo de militares com conhecimentos e interesse pela causa aeronáutica.
Em 1909, um grupo de oficiais do exercito, com um grupo de elementos da sociedade civil constituíram-se como membros fundadores do Aero Club de Portugal, a primeira organização aeronáutica nacional que influenciou decisivamente a divulgação e a sensibilização do grande publico para a aviação.

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Aeronaves militares portuguesas (Anos 20)

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Os anos 20 vão constituir-se como espaço da consolidação da aeronautica portuguesa continuando as forças terrestres e navais a diferenciar-se . O começo da década marca o primeiro ciclo de crescimento das componentes aéreas (navais e terrestres) caracterizado pelo reequipamento com aeronaves essencialmente de origem francesa, excedentárias da Grande Guerra. Portugal inicia também o investimento na construção sob licença de aeronaves destinadas à instrução no Parque de Material Aeronautico. É também nesta década que os portugueses realizam várias viagens aéreas pioneiras, contribuindo decisivamente para o desenvolvimento da aeronautica.

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Aeronaves militares portuguesas (Anos 30)

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A estabilização politica que se verifica em Portugal a partir da década de 1930, é tambem sentido no reforço das estrutura militares, entre elas a Aviação Militar e a Aviação Naval. Estas componentes são internamente valorizadas, o que não invalida que algumas aeronaves sejam usadas em acções a favor ou contra o regime neste periodo. Globalmente verifica-se uma melhorias dos meios disponiveis, quer por via da aquisição de aeronaves quer pela obtenção de licenças para a sua construção em Portugal, nas Oficinas Gerais de Material Aeronáutico, embora no inicio da década o investimento não tenha correspondido às espectativas de grande parte dos pilotos.

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Aeronaves militares portuguesas (Anos 40)

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Durante a década de 1940, a Europa e o Mundo estão mergulhados numa guerra em que o emprego do poder aérea assume definitivamente uma importância preponderante. Perante esta realidade, em Portugal, embora se assuma uma posição neutral relativamente as forças beligerantes, tem-se consciencia da necessidade de assegurar a soberania do território nacional em especial das ilhas atlânticas dos Açores cuja localização estratégica as pode tornar num possivel alvo para as forças em conflito. Uma força considerada adequada é destacada para as ilhas, mas a sua necessidade será ultrapassada pela autorização dadas aos ingleses em 1941 para utilização da base das Lages, ao mesmo tempo as contrapartidas recebidas permitem a modernização dos meios ao dispor das armas aéreas nacionais.
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Aeronaves militares portuguesas (Anos 50)

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Na decada de 1950 verifica-se o arranque do programa de ajuda militar a Portugal traçado na década anterior, nesta década impulsionado pela adesão de Portugal à Organização do Tratado do Atlântico Norte. A Força Aérea é formada como um ramo independente das forças armadas, absorvendo o meios e estruturas da Aviação Naval e da Aviação Militar. O novo ramo é muito rapidamente obrigado a evoluir em termos organizacionais e a modernizar-se ao nivel dos equipamentos, da formação do pessoal, da logistica e da operacionalidade. Pela primeira vez na história da aviação militar em Portugal as opurtinidades e os desafios que se colocam são enquadrados pelo exterior, pela NATO. Nesse enquadramento assiste-se à introdução de aviões a jato, modernização dos sistemas de comunicação, e instalação dos primeiros sistemas de radar de defesa aérea.
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Aeronaves militares portuguesas (Anos 60)

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No inicio da década de 1960, a Força Aérea encontra-se ainda num período de estabilização como ramo independente das forças armadas, integrando novos meios aéreos recentemente adquiridos com os anteriormente pertencentes à Aeronáutica Militar e Aviação Naval. Paralelamente, inicia-se a sublevação nos territórios ultramarinos, para onde as forças armadas portuguesas são chamadas a intervir, num conflito que se prolongaria por mais de uma década. A Força Aérea Portuguesa, apesar das dificuldades na aquisição de novos equipamentos devido as limitações impostas pela ONU, ativa as regiões aéreas de Angola, Moçambique e Guiné, preparando-se para permanecer nas colónias como força de dissuasão, e de apoio, realizando operações de apoio próximo, evacuação de feridos e populações, lançamento de paraquedistas, abastecimentos e transporte de tropas. 

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Aeronaves militares portuguesas (Anos 70)

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.A década de 1970 iniciou-se com a Força Aerea Portuguesa mobilizada para manter o grande esforço de guerra nos teatros de operações o africanos onde, neste periodo, se vê confrontada com um aumento muito significativo das ameaças, em resultado do crescente apoio internacional aos movimentos de libertação. As missões essenciais de apoio aéreo ofensivo, evacuação e transporte, são mantidas mas minimizando sempre que possivelos efeitos das ameaças em crescendo. Após a revolução de 1974 e a retirada dos territórios africanos de todo o dispositivo militar, o dispositivo da FAP regressa a Portugal, onde na segunda metade da década passaria por um intenso periodo de adaptação à nova realidade. A mudança de paradigma implicou uma adaptação dos meios da FAP a novas missões e a uma crescente integração no dispositivo da Aliança Atlântica de onde resultou a necessidade de modernização tecnologica e adequação do dipositivo existente, pensado em grande medida para o contexto africano. 
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