Hawker Typhoon

.
.
.
.
O Hawker Typhoon foi uma aeronave britânica, produzido pela Hawker Aircraft, inicialmente desenvolvido como um intercetor de média-alta altitude, destinado a substituir o Hawker Hurricane
Colocada ao serviço em setembro de 1941 como uma solução de emergência para fazer frente as crescentes incursões dos caças bombardeiro Focke Wulf 190 da Luftwaffe, demonstrou boas capacidades a baixa altitude mas um desempenho sofrível a médias e altas altitudes, para além de graves problemas estruturais e de fiabilidade do motor responsáveis por inúmeras perdas de aeronaves e pilotos, e levando a RAF, durante o ano de 1942, a questionar seriamente a sua manutenção em serviço. 
Só em finais de 1942, depois da Hawker ter conseguido resolver os problemas estruturais e a Napier conseguir um Sabre fiável a RAF encontraria para o Typhoon a sua verdadeira vocação, como caça de ataque ao solo.

Blackburn B-25 Roc

.
.
.
.
O Blackburn B-25 Roc foi um caça naval britânicos baseado no Blackburn Skua que pretendia materializar o conceito de caça com torre de artilharia numa aeronave para a Fleet Air Arm, contraparte do Boulton Paul Defiant construído para a RAF. 
O seu nome deriva da mítica ave do conto das Mil e Uma Noites, Roca (Roc em inglês), descrita como uma ave branca e gigantesca capaz de levantar um elefante.
O Roc no entanto era bastante inferior às aeronaves existentes incluindo o Skua e o Defiant, razão pelo que esteve apenas por um breve período ao serviço da FAA, durante os primeiros meses da Segunda Guerra Mundial.

Blackburn B-24 Skua

.
.
.
.
O Blackburn B-24 Skua foi um caça-bombardeiro naval, monoplano, de asa baixa, com um cockpit totalmente fechado, anterior ao inicio da 2ª Guerra Mundial, mas que entrou ainda em combate na fase inicial da guerra.
Foi a primeira aeronave do Braço Aéreo da Marinha Real Britânica (Fleet Air Arm) totalmente construída em metal, significando uma mudança radical para uma força até aí equipada com biplanos de cockpit aberto, como o Fairey Swordfish.
Foi também o primeiro caça-bombardeiro naval, a dispor de um trem de aterragem retrátil e uma hélice de passo variável.
Apesar de representar uma grande evolução para a FAA, o Skua, originalmente destinado também à função de caça de escolta dois lugares, mostrou-se inadequado para essa função, incapaz de fazer frente aos caças seus contemporâneos.

Lockheed P-38 Lightning

.
.
.
.
O Lockheed P-38 Lightning distinguiu-se entre os aviões de combate da Segunda Guerra Mundial, devido, principalmente, à sua versatilidade. Foi usado como caça de alta, média e baixa altitude, interceptor, escolta de longo alcance, bombardeiro ligeiro e de mergulho, caça noturno e avião de foto reconhecimento. Distintivo na aparência, o P-38 está entre os maiores e mais pesados aviões de combate da Segunda Guerra, e um dos mais rápidos e de maior teto de serviço. 
Operou durante a Segunda Guerra em quase todos os teatros de operações desde a Europa e Norte de África, ao Pacifico, demonstrando o seu elevado potencial.
Durante o período de 1940 a 1945 foram produzidas um total de 9,923 aeronaves em cerca de 16 variantes e subvariantes.

Lockheed Martin F-16 Fighting Falcon

.
.
.

O Lockheed Martin F-16 Fighting Falcon é um caça a jato polivalente, monomotor, altamente manobrável, apto a operar em todas as condições meteorológicas e de luminosidade. Originalmente concebido e desenvolvido pela General Dynamics para a Força Aérea dos Estados Unidos, a partir de um conceito experimental (LWF), como um intercetor diurno de curto alcance, complementar ao poderoso e sofisticado McDonnell Douglas F-15 Eagle de superioridade aérea, foi evoluindo gradualmente para a função de caça polivalente de elevado desempenho, com capacidade para atuar em todas as condições atmosféricas de dia e de noite. O F-16, nas suas várias versões e derivações, tornou-se o caça de combate mais produzido e difundido do ocidente. Apesar de já estar a ser abatido na USAF, que o pretende substituir até 2026 pelo Lockheed Martin F-35 Lightning II, continua a ser exportado, estando neste momento ao serviço das forças aéreas de 25 países.

Caudron tipo G

.
.
.
.
Caudron tipo G foi uma família de biplanos franceses, desenhados por René e Gaston Caudron,  amplamente utilizados durante a primeira guerra mundial em funções de reconhecimento, bombardeamento e  instrução.
No inicio da primeira guerra mundial, o monomotor Caudron G.3, uma adaptação para fins militares do Caudron G.2, foi amplamente usado como avião de reconhecimento, no entanto a rápida evolução da aviação levaria ao desenvolvimento de um bimotor (o primeiro bimotor da história da aviação a ser largamente produzido), o Caudron  G.4, construído a partir de 1915, e inicialmente usado como um bombardeiro, e avião de reconhecimento capaz de chegar ao interior da  Alemanha. Seria relegado para operações noturnas e instrução, assim que a Deutsche Luftstreitkräfte (precursora da Luftwaffe) se desenvolveu como uma eficaz força de combate tornando o G.4 um alvo fácil para os seus caças.

Westland Lysander

.
.
.
.
O Westland Lysander foi uma aeronave de ligação e cooperação produzidas pela Westland Aircraft utilizada imediatamente antes e durante a segunda guerra mundial.
O seu excecional desempenho no uso de pistas improvisadas e curtas habilitou-o para missões clandestinas, atrás das linhas inimigas, para colocar ou recuperar agentes, particularmente na França ocupada com a ajuda da resistência francesa. 
Seguindo a tradição de atribuir às aeronaves de cooperação nomes de líderes militares históricos (Hawker Hector por exemplo), à aeronave da Westland foi dado o nome de Lysander (em português Lisandro), o estratega, general, e almirante Espartano que derrotou a frota ateniense na batalha naval de Notium no ano 406 a.C., durante a Guerra do Peloponeso, na sequência do que Atenas capitularia, pondo fim à Guerra.

Junkers Ju 87 Stuka

.
.
.
.
Os soldados e civis que participaram ou presenciaram a invasão alemã na Europa, principalmente durante os primeiros meses da Blitzkrieg, descreviam que, durante aos bombardeamentos, um certo avião mergulhava ao som agudo de uma sirene, em ângulos quase retos, sobre tudo o que mexia despejando bombas e terror. Esse avião era o odiado e temido bombardeiro de mergulho Junkers Ju 87 Stuka.
O Stuka não era uma simples arma de guerra, cujo propósito era destruir seu alvo, mas também uma ferramenta bélica com o objetivo psicológico de aterrorizar um adversário não habituado ao novo conceito de guerra relâmpago.
É particularmente relembrado pelas operações de terror sobre as estradas de França repletas de civis que com o seu parcos haveres fugiam perante o avanço dos exércitos alemães durante a batalha de França.

Albatros tipo D

.
.
.
.
O Albatros tipo D (Biplano, monolugar, armado) foi uma família de aviões de caça desenvolvidos e construídos pela Albatros-Flugzeugwerke,GmbH para o Império Alemão durante a Primeira Guerra Mundial, e que seria o mais numeroso dos aviões a equipar os esquadrões de caça alemães e austríacos (Jagdstaffelndurante os anos finais da guerra. 
Na primavera de 1916, o aparecimento de novos caças aliados, na frente Ocidental especialmente o francês Nieuport 11 e o britânico Airco DH2, determinaram a necessidade alemã de obter um substituto para o ultrapassado Fokker Eindecker
 A situação tornara-se crítica, antes de Verdun e mais tarde no Somme, com as aeronaves aliadas a observarem constantemente as posições alemãs sem oposição, aumentando significativamente a ameaça para os soldados alemães nas trincheiras...

Fairey Swordfish

.
.
.

O Fairey Swordfish foi um bombardeiro e torpedeiro, biplano, projetado pela Fairey Aviation Company, e usado pela Fleet Air Arm (FAA) da Royal Navy durante a Segunda Guerra Mundial.
Desenvolvido da década de 1930, o Swordfish, apelidado de "Stringbag", era um projeto desatualizado no início da Segunda Guerra Mundial em 1939, mas permaneceu ao serviço, na linha de frente até ao final das hostilidades, sobrevivendo a várias aeronaves destinadas a substituí-lo. Foi inicialmente operado como avião de ataque da frota britânica e mais tardiamente como avião anti-submarino e de instrução.

Breguet 27 / 270

.
.
.
.
Durante a curta história da aviação e em particular da aviação militar foram construídos inúmeros tipos de aeronaves muitos dos quais não são, aparentemente, dignos de uma nota de rodapé. Digo aparentemente, porque em muitos casos encontramos ainda assim razões para que essas aeronaves sejam objeto de referência. 
Uma dessas aeronaves é o Breguet 27/270, construído em pequenas quantidades no início dos anos de 1930 para o Armée de l'Air (Força Aérea Francesa), como um avião de reconhecimento de dois lugares, mesmo depois do seu protótipo ter demonstrado um desempenho medíocre durante os testes de avaliação. 
Seria no entanto esse avião a realizar alguns dos marcos históricos da aviação francesa, entre os quais o primeiro voo de ida e volta entre Paris e Hanói, em 1932 pilotado por Paul Codos e Henri Robida.

Fokker D.VII

.
.
.
.
O Fokker D.VII foi um caça criado pela Fokker Flugzeugwerke para o Império Alemão durante a Primeira Guerra Mundial. 
Projetado por Reinhold Platzdispunha de uma estrutura robusta, excelente manobrabilidade e era de fácil controlo até por pilotos menos experientes o Fokker D.VII é ainda hoje considerado um dos melhores caças da sua época com um sucesso que se prolongaria pela década de 1920.
A importância atribuída a este caça pelas forças Aliadas, era de tal forma significativa que o documento do Armistício, na sua secção quatro indica expressamente os Fokker D.VII como tendo que ser entregues às forças vencedoras, sendo a única arma expressamente identificada no documento.
Após a Guerra, Anthony Fokker conseguiu concluir e vender um grande numero de aeronaves que contrabandeara para a Holanda, apesar do Armistício.

Martin MB-1, MB-2/NBS-1

.
.
.
.
O Martin MB-1 foi o primeiro bombardeiro bimotor projetado e construido nos Estados Unidos da America no final da década de 1910. Projetado e construído pela Glenn L. Martin Company para o United States Amy Air Service (USAAS), a partir de 1917, entraria demasiado tarde ao serviço para participar na Primeira Guerra Mundial. 
Apenas foram produzidas dez unidades do MB-1 que assumiram diferentes funções incluindo transporte de passageiros e correio aéreo, no entando na decada de 1920 dele emergiria uma versão melhorada inicialmente denominada de Martin MB-2, (posteriormente NBS-1) que seria o primeiro bombardeiro produzido em grandes quantidades nos EUA. Foram construidos 120 NBS-1, durante a decada de 1920, que permaneceram no ativo da USAAS até ao inicio da decada de 1930, quando foram substituidos pelos Keystone B.

Lockeed F-94 Starfire

.
.
.
.
O Lockheed F-94 Starfire foi um caça a jacto de primeira geração construido na década de 1950 para a USAF (Força Aérea dos Estados Unidos). Desenvolvido pela Lockheed com base no Lockheed T-33 Shooting Star do final dos anos 40, foi equipado com radar que lhe permitiu operar como intercetor diurno e noturno, sob qualquer condição atmosférica.
Realizou o primeiro voo em março de 1948 e entrou em serviço em maio de 1950, substituindo o North American F-82 Twin Mustang. Seria também o primeiro caça operacional da USAF equipado com pós-combustão e o primeiro jato a entrar em combate na Guerra da Coreia no final de janeiro de 1953.
Desenvolvido como uma aeronave interina para fazer face a uma eventual e imediata ameaça Soviética teve uma curta vida operacional, sendo substituído na segunda metade da decada de 1950 pelo Northrop F-89 Scorpion e pelo North American F-86 Sabre.

Blackburn B-26 Botha

.
.
.

Em 22 de maio de 2014 num trabalho da BBC foram apresentados os que seriam os dez piores aviões até hoje construídos. Entre eles, dois foram produzidos pela extinta Blackburn Aircraft, o Blackburn B.25 Roc e o Blacburn B.26 Gotha.
Blackburn B.26 Botha foi um avião bimotor britânico construído como aeronave de patrulha reconhecimento e bombardeiro torpedeiro baseado em terra construído pela Blackburn Aircraft nas suas fábricas de Brough e Dumbarton, concorrente com o Bristol Beaufort, a duas especificações do Ministério do Ar Britânico de 1935. 
Entrou em serviço da RAF em 1939, porém demonstrou de imediato ser inadequado para qualquer das funções para que fora construído. Era temido e odiado pelas tripulações por ser pouco confiável e propenso a acidentes tendo sido rapidamente retirado de todas a funções operacionais.

Kyushu J7W1 Shinden

.
.
.

O Kyushu J7W1 Shinden foi um protótipo de caça intercetor Japonês de design original e inovador construído na Segunda Guerra Mundial que se pretendia que fosse altamente manobrável e capaz de intercetar os Boeing B-29 americanos que operavam a elevadas altitudes inacessíveis à generalidade dos caças japoneses. 
Construída com numa configuração de impulsão com o propulsor a hélice instalado à retaguarda, pretendia possibilitar facilmente a transição para um motor a jato assim que o mesmo ficasse disponível. 
A aeronave não dispunha de empenagem, as asas enflechadas foram arrastadas para a traseira da fuselagem cada uma com um estabilizador vertical e leme ao centro, e o nariz foi provido de pequenas asas, futuramente designadas por Canards, cujo conceito seria usado em futuras aeronaves avançadas como são exemplos os Saab Viggen, alguns derivados do Mirage III, entre outros).

Bachem Ba 349 Natter

.
.
.

O Bachem Ba 349 Natter (Víbora) foi um intercetor foguete construído pela Alemanha Nazi, integrado no programa de emergência para defesa do território alemão dos constantes bombardeamentos aliados no final da Segunda Guerra Mundial. Tratava-se fundamentalmente de um míssil terra-ar tripulado.
Após uma decolagem vertical a partir de uma plataforma (que eliminava a necessidade de aeródromos), a aeronave seria dirigida por um piloto automático em direção as formações de bombardeiros, aí, o piloto, com muito pouco treino, apontaria a aeronave com maior precisão e dispararia a totalidade do armamento (24 ou 33 foguetes não guiados) contra os bombardeiros de forma a causar o maior número de danos. Esgotado o combustível e após o disparo dos foguetes, o piloto saltava de paraquedas e a fuselagem, contendo o motor de foguete, caia no solo com o auxílio de paraquedas para ser reutilizado noutra aeronave.

Fokker D.XXI

.
.
.

Fokker D.XXI foi um caça projetado em 1935 pela Fokker para a  Aviação do Exercito Real das Índias Orientais Holandesas, atual território da Indonésia,  (Militaire Luchtvaart van het Koninklijk Nederlands-Indisch Leger, ML-KNIL).
Foi concebido como uma aeronave de baixo custo, pequena, mas robusta, mas que ainda assim apresentava um desempenho respeitável para a época tendo entrado em operações de combate ao serviço do Grupo de Aviação do Exército Holandês  e da Força Aérea da Finlândia nos primeiros anos da Segunda Guerra Mundial.
Apesar de produzida em pequenas quantidades e não ter tido grande visibilidade em combate ficaria no entanto conhecido, até certo ponto, como um símbolo da participação da aviação holandesa na Segunda Guerra Mundial.

Messerschmitt Bf 110 Zerstörer

.
.
.

O Messerschmitt Bf 110 Zerstörer foi caça bimotor alemão desenvolvido antes do inicio da Segunda Guerra Mundial e que permaneceria ao serviço da Luftwaffe até ao seu final. Tratou-se de uma aeronave de sucesso paradoxal, porque, embora tenha fracassado, durante a Batalha da Inglaterra, na função para a qual fora originalmente concebida, (caça pesado de escolta de longo alcance). A sua principal fraqueza, a falta de agilidade no ar, embora pudesse ser mitigado com as táticas corretas, foi explorada pelos caças britânicos  disso resultando inumeras perdas em aeronaves e tripulações alemãs. Este fracasso do Bf 110, quase ditou o seu afastamento das operações de combate, no entanto ele viria a renascer para desempenhar de forma invejável outras missões para as quais seria convertido, caça-bombardeiro, avião de reconhecimento, apoio aéreo próximo e caça noturno.

Bristol (Tipo 152) Beaufort

.
.
.

O Bristol Beaufort foi um bombardeiro-torpedeiro britânico projetado e desenvolvido pela Bristol Aeroplane Company a partir da experiência adquirida com o projeto e construção anterior do bombardeiro ligeiro Blenheim,  em resposta a duas especificações do Ministério do Ar emitidos em 1935. A M.15/35 para um bombardeiro-torpedeiro e a G.24/35 para um bombardeiro apto a realizar operações de patrulha e reconhecimento. Os Beaufort entraram inicialmente ao serviço do Comando Costeiro da RAF e, em seguida, da Royal Navy no ano de 1940. Foram usados ​​como torpedeiros, bombardeiros convencionais e lança minas até 1942, altura em que foram retirados de serviço operacional passando a ser usados para instrução até ser abatido ao serviço em 1945. 
O Beaufort (produzido localmente pelo DAP) foi mais amplamente utilizado pela Real Força Aérea Australiana (RAAF) no teatro do Pacífico, onde  foram usados ​​até o fim da guerra.