Messerschmitt Me 163 Komet

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O Messerschmitt Me 163 Komet, foi o primeiro e único avião de combate movido exclusivamente por um motor de foguete, a entrar efetivamente em operação. Desenhado por Alexander Lippisch, para a Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial, tinham um design revolucionário e atingia uma velocidade inigualável para época. O piloto de testes alemão Heini Dittmar em 6 de julho 1944 atingiu a velocidade de 1130 km/h, pilotando o Me 163B V18 (VA+SP). Este registo, não oficial, só seria quebrado em termos de velocidade absoluta em 6 de novembro 1947 por Chuck Yeager no voo numero 58 do Bell X-1, com 1434 km/h, e só voltaria a ser quebrado quase uma década depois.
Apesar da sua velocidade inigualável o Komet foi totalmente ineficaz como caça intercetor tendo abatido apenas nove aviões aliados (dezasseis segundo outras fontes), até ser abandonado a favor do eficaz Messerschmitt Me 262 Schwalbe.

SAAB J 37 Viggen

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O SAAB J 37 Viggen foi um avião de combate de médio alcance, desenvolvido na Suécia pela SAAB a partir de inícios da década de 1960, para as funções de ataque, interceção, reconhecimento e patrulha marítima. Os primeiros trabalhos foram iniciados pela SAAB em 1952 resultando na seleção de uma asa com uma configuração delta inovadora, auxiliada por canards de grandes dimensões à frente (o Viggen foi efetivamente a primeira aeronave produzida em serie a utilizar canards). Para a prossecução das diferentes funções a que se destinava foram produzidas variantes distintas do Viggen, a de ataque (AJ 37), a de caça intercetor (JA 37), a de reconhecimento (SF 37), a de patrulha marítima (SH 37) e uma versão de instrução de dois lugares (SK 37). O seu primeiro voo ocorreu em 1967, e a entrada ao serviço ocorreu alguns anos depois em 1971, mantendo-se em operação na Svenska Flygvapnet (Real Força Aérea Sueca) até novembro de 2005, altura em que foi substituído pelo moderno SAAB JAS 39 Gripen.

Focke-Wulf Fw 190 Würger

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Durante os anos em que a Luftwaffe e a RAF lutaram pelo controle do Canal da Mancha, principalmente entre 1941 e 1944, pôde-se observar uma verdadeira corrida tecnológica entre ingleses e alemães para desenvolver aviões melhores e mais versáteis, verdadeiras máquinas de guerra que seriam comandadas pelos mais hábeis pilotos de ambos os lados. Os britânicos apostaram no seu venerável Spitfire enquanto que os alemães apareceram em 1941, com o novíssimo Focke-Wulf Fw 190, que haviam apelidado de "Würger" (ave de rapina). 
Foi uma descoberta desagradável para os pilotos da RAF que haviam conseguido conter a Luftwaffe durante a Batalha da Inglaterra mas, agora, enfrentavam um novo e desafiante adversário, superior a todos os caças à disposição da RAF.
A resposta da RAF  ao novo caça alemão surgiria tardiamente em junho de 1942 quando ficou operacional o novo Spitfire Mk IX, que conseguia enfrentar o Fw 190 em pé de igualdade.

SAAB A 32A Lansen

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O SAAB A 32A Lansen foi, primariamente, uma avião de ataque a jato projetado e construido pela SAAB no inicio da década de 1950, para a Flygvapnet (Força Aérea Sueca). Entrou ao serviço em 1956 e dois anos depois equipava já 12 esquadrões da Flygvapnet. Foram igualmente desenvolvidas e construídas versões especializadas de caça (J 32B) para todo o tempo e reconhecimento (S 32C) que em conjunto com a versão de ataque totalizaram as 450 unidades (incluindo quatro protótipos). Durante a sua vida operacional, quinze unidades foram convertidas para servirem de plataforma de guerra eletrónica (J 32E) e outras cinco rebocadores de alvos (J 32D). As últimas unidades só foram retiradas de serviço da Flygvapnet em 1997, colocando ponto final numa longa vida operacional de 40 anos.

SAAB J 29 Tunnan

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O SAAB J 29 Tunnan (Jakt, caça; Tunnan, barril) foi um caça a jato sueco de primeira geração fabricado pela SAAB, Svenska Aeroplan AB, da Suécia que se tornou conhecida no pós segunda guerra mundial por ter, entre outros factos, projetado uma serie de caças a jato que se distinguiram pelas suas longas carreiras operacionais. A primeira dessas aeronaves foi o SAAB J 29 "Tunnan (Barril), um caça de fuselagem volumosa mas surpreendentemente rápido e ágil. Entrou em serviço da Flygvapnet (Força Aérea Suéca) em 1950, sendo operada até 1974, altura em que foi substituído pelo SAAB Draken. Um total de 661 unidades de diferentes variantes foram produzidas, incluindo 30 aeronaves exportadas para a Áustria em 1961, onde operaram até 1972.

AMX - O Tornado de bolso

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O Alenia-Aermacchi-Embraer AMX é uma aeronave ligeira de ataque, apoio aéreo e reconhecimento táticos, resultado de um memorandum de entendimento entre a Itália e o Brasil assinado em 1981, que conduziu à criação de uma joint-venture entre as empresas italianas Aeritalia (posteriormente Alenia), a Aermacchi e a brasileira Embraer designado por AMX International. Designado pela AMI (Aeronáutica Milittare Italiana) por AMX A-11 Ghibli e pela FAB (Força Aerea Brasileira) por AMX A-1, a aeronave é capaz de realizar operações de baixo nível a alta velocidade subsónica operando a partir de pistas improvisadas e possui uma baixa assinatura a detetores de infravermelho (infrared signature) e radar (RCS-radar cross-section). Foi construído de forma a ter uma baixa vulnerabilidade dispondo de sistemas de defesas compostos por contramedidas eletrónicas (ECM), misseis ar-ar e canhões. Porém não deve ser considerado um caça, trata-se sim de um avião de ataque especializado, que poderá até participar em combate aéreo, mas apenas em legítima defesa, dificilmente será adequado para perseguir e abater outros aviões de combate.

SEPECAT Jaguar

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O SEPECAT Jaguar é uma aeronave de ataque tático, resultado de um projeto conjunto da inglesa BAC (atual BAE), e da francesa Breguet (atual Dassault), que criaram para o efeiro a Société Européenne de Production de l'Avion d'École de Combat et d'Appui Tactique (SEPECAT). Originalmente concebido como um avião de instrução avançada e apoio tático, viria a evoluir para um caça-bombardeiro por excelência. 
O primeiro protótipo voou em setembro de 1968, dando origem a quatro versões básicas de produção, duas para a Royal Air Force (RAF) e duas para o Armée de l'air (AA), sendo ainda construído um protótipo para uma versão naval, o Jaguar M, que no entanto não entraria em produção. Os Jaguar ingleses e franceses tiveram sua hora de glória durante a Guerra do Golfo, onde foram extensivamente utilizados, mas a aeronave foi adotada por outros países entre eles Omã, Equador, Nigéria e Índia, atualmente o maior operador do Jaguar, numa versão construida e modernizada localmente pela HAL (Hindustan Aircraft Ltd).

Fiat G.91 Gina

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O Fiat G.91 foi um avião de ataque leve (LWSF-Light Weight Strike Fighter) projetado e construído pela Fiat Aviazione (mais tarde, Aeritalia), em resposta à especificação NBMR-1 da NATO emitida no inicio da década de 1950. Embora se tenham frustrado as elevadas espectativas iniciais de produção, seriam construidos 756 Fiat G.91 durante um periodo de 19 anos, incluindo 2 protótipos e 27 aeronaves de pré-produção. As linhas de montagem foram encerradas em 1977, mas antes disso a Fiat produziu para a Força aérea Italiana uma versão avançada da aeronave, o Fiat G.91Y
O Fiat G.91 entrou em operação na Força Aérea Italiana em 1961 e da Luftwaffe da Alemanha Ocidental no ano seguinte. Na década de 1960 a Força Aérea Portuguesa, adquiriu à Luftwaffe 40 Fiat G.91 que utilizou extensivamente durante a Guerra Colonial Portuguesa em África até 1974. O Fiat G.91 desfrutou de uma longa vida em operação que se estendeu ao longo de 35 anos, até 1995 quando as ultimas unidades foram retiradas de operação em Itália.

Henkel He 111

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O Heinkel He 111 foi, talvez, o mais famoso e reconhecível bombardeiro alemão da Segunda Guerra Mundial sendo o principal bombardeiro da Luftwaffe durante o período inicial do conflito. Extensivamente utilizado na Batalha da Inglaterra, revelou aí o seu fraco armamento defensivo, a relativa baixa velocidade e manobrabilidade reduzida, apesar de ter demonstrado capacidade para suportar danos graves e continuar a voar. Ainda que constantemente melhorado, o Heinkel He 111, tornar-se-ia rapidamente obsoleto perante a rapidez com que eram desenvolvidos novos caças, para os quais se tornou um alvo fácil. Porém o falhanço do projeto Bombardeiro B, fez com que se mantivesse em operação na Luftwaffe até ao final da Guerra.
Durante o conflito seria usado numa variedade de funções em todas as frentes do teatro europeu, como bombardeiro estratégico na Batalha de Inglaterra, como torpedeiro na Batalha do Atlântico, como bombardeiro médio e aeronave de transporte nas frentes Oeste , Leste , Mediterrâneo, Médio Oriente e Norte de África .

Ling-Temco-Vought A-7 Corsair II

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O A-7 Corsair II é um avião de ataque mono reator, asa alta, com capacidade para operar a partir de porta-aviões ou bases terrestres, desenvolvido e fabricado pela Ling-Temco-Vought a partir da década de 1960. A sua conceção foi baseada no caça de superioridade aérea da US Navy Vought F-8 Crusader operado desde a década de 1950, e a sua produção, entre 1955 e 1984 atingiria as 1355 unidades. 
Teria uma vida operacional longa de cerca de 49 anos, ao serviço da US Navy e USAF entre 1966 e 1991, da Força Aérea Portuguesa de 1980 a 1999 e da Força Aérea Grega ente 1975 e 2014. Ao serviço das forças Norte Americanas os A-7 tiveram um amplo uso operacional na Guerra do Vietname e posteriormente participaram em várias operações militares Norte Americanas, durante a década de 1980, em Granada, Líbano (1983), Líbia (1986) e no Iraque em 1990 nas operações Desert Shield e Desert Storm.

IAR 80/81 - O esquecido caça romeno

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O IAR 80/81 foi um caça, projetado e produzido na Roménia no período que antecedeu início da segunda guerra mundial pela Industria Aeronáutica Romena (IAR). Quando voou pela primeira vez, em 1939, ele era comparável em design e performances aos melhores caças contemporâneos, como o alemão Messerschmitt Bf 109, ou o britânico Hawker Hurricane, e superior ao holandês Fokker D.XXI, ao polaco PZL P.24 e aos soviéticos Polikarpov I-153 e I-16. No entanto, problemas de produção e a dificuldade na obtenção do seu armamento atrasaram a sua entrada para o serviço da FARR (Real Força Aérea Romena) até 1941. Quando se tornou disponível tinha já sido ultrapassado por muitas das aeronaves em uso pelos beligerante, mas era ainda superior à maioria dos caças soviéticos que inicialmente enfrentou. No decorrer da guerra enfrentaria com algum sucesso inicial as forças de bombardeiros da USAAF que atacaram a Roménia mas foi impotente quando teve que enfrentar os caças de escolta de longo alcance americanos em 1944.

Mikoyan-Gurevich MiG-3, Os caças MiG com motor de pistão

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A primeira geração de caças soviéticos do tempo da guerra resultaram da colaboração entre dois projetistas que se tornariam famosos pela longa serie de caças com o seu nome, Artyom Mikoyan e Mikhail Gurevich.
O MiG-1 e o seu sucessor MiG-3 não foram, em tempo de guerra, os melhores caças produzidos na URSS, no entanto apesar de construídos em quantidades não muito elevadas tiveram um impacto considerável do decurso da guerra.
O protótipo do MiG-1 voou pela primeira vez em março de 1940, demonstrando uma performance bastante superior aos já obsoletos caças Polikarpov. Entrou, por isso, de imediato em produção, sendo sucedido, em 1941, pelo mais moderno MiG-3.
A história do desenvolvimento dos primeiros MiG é também a história do ultimo período do, muitas vezes designado Reis do Caças Soviéticos,  Nikolai Nikolaevich Polikarpov, a quem  se deve em primeira instância o inicio dos primeiros projetos, que culminariam no I-200 (protótipo do MiG-1). Apesar disso, o sucesso dos MiG acabaria por ditar o fim da carreira de Polikarpov como projetista de aeronaves.

Embraer KC-390

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O Embraer KC-390 é o protótipo da aeronave a jato de transporte tático polivalente, futuramente a designar C-390, desenvolvido pela Embraer Defesa e Segurança.
Visando atender primariamente aos requisitos operacionais da Força Aérea Brasileira, para substituição do C-130 Hercules, o seu desenvolvimento pretendeu estabelecer um novo padrão para o transporte militar médio, em consequência da Embraer pretender lança-lo como potencial substituto de aeronaves daquela classe em operação noutras forças aéreas. Trata-se da maior aeronave, projetada até hoje na América Latina, porém sendo um projeto de grande envergadura e tecnologicamente avançado, envolve a participação da indústria aeronáutica de outros países, incluindo Portugal, Argentina e Republica Checa, quer na conceção e integração de sistemas e componentes, quer na projetada futura construção, com componentes e sistemas fornecidos por vários gigantes mundiais da industria aeronáutica.

Gloster Meteor

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O Gloster Meteor foi o primeiro avião a jato aliado entrar ao serviço durante a Segunda Guerra Mundial, e que permaneceria ao serviço RAF até 1961 e noutros países até mais tarde. 
A história do Gloster Meteor está intimamente ligada ao esforço britânico para desenvolver um motor turbojato, iniciado na década de 1930 por Frank Whittle e também não pode ser desligado dos esforços alemães na mesma área durante a guerra, frequentemente referidos em relatório de espionagem britânicos e que culminariam com o desenvolvimento do Messerschmitt Me 262 Schwalbe, o único caça a jato verdadeiramente operacional da Guerra.
As duas aeronaves nunca entrariam em confronto direto durante a guerra, mas ao contrário do Me 262, o Gloster Meteor sobreviveria à guerra e teria tempo para participar noutros conflitos como a Guerra da Coreia ou as Guerras Israelo-árabes.

Caças trifuselados com motor de pistão em impulsão

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Uma aeronave, trifuselada(*) (twin-boom) caracteriza-se por possuir um corpo principal (fuselagem) e duas estruturas subsidiárias longitudinais (booms) semelhantes a nacelas alongadas. ancoradas na asa principal, equidistantes da sua linha central, que tipicamente  terminam em superfícies verticais de controlo gémeas (estabilizador vertical e leme), que fornecem pontos de montagem para o estabilizador horizontal e leme de profundidade (em algumas configurações pode haver mais do que uma superfície horizontal). O Lockheed P-38 Lightning e o Northrop P-61 Black Widow foram duas aeronaves de combate norte americanas projetadas durante a Segunda Guerra Mundial com esta configuração de fuselagem mas o Saab J 21 (A-21) foi o único caça com esta configuração de fuselagem e motor de pistão em configuração de impulsão a entrar produção. Apesar de ter sido o único, foram vários os projetos e protótipos de aviões de combate com esta configuração de fuselagem e motor, projetados e construídos em vários países que não passaram da fase de protótipo, durante o período da Segunda Guerra Mundial.

SAAB J 21 (A 21), predecessor dos jatos SAAB

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O Saab J 21 (A-21) foi um caça e avião de ataque projetado e construído na Suécia durante a Segunda Guerra Mundial, que voou pela primeira vez em 1943. Tinha uma configuração por impulsão, pouco usual em aeronaves, em que a hélice propulsora estava localizada atrás do motor e da fuselagem principal. O motor utilizado era uma versão construída na Suécia, sob licença do Daimler-Benz DB 605B alemão. A configuração do propulsor tornou necessário desenvolver um assento ejetável, para garantir a sobrevivência do piloto, em caso de necessidade de evacuar a aeronave em voo, uma invenção não patenteada pelos suecos, que levou a alguns problemas legais, quando Lockheed registou uma patente de um assento com uso semelhante. Era pesadamente armado com um canhão de 20 milímetros e quatro metralhadoras pesadas de 13,2 ou 12,7 milímetros. 
Após a guerra, o avião foi adaptado a um motor a jato britânico de Havilland Goblin, originando o Saab J 21R, que voou em 1947, tornando-se o primeiro avião a reação sueco, embora tenha sido rapidamente suplantado pelo moderno jato da Saab o J 29 Tunnan que voou menos de um ano depois.

Junkers Ju 88 Schnellbomber


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O Junkers Ju 88 Schnellbomber foi um dos aviões mais versáteis da Luftwaffe. O seu projeto tinha, inicialmente, como principal objetivo o desenvolvimento de um bombardeiro médio que pudesse combater na linha de frente nos moldes do Bristol Beaufighter. e do posterior DeHaviland Mosquito, no entanto com o desenrolar da guerra, foi cobrindo as mais variadas funções:caça pesado, caça noturno, bombardeiro estratégico, avião de reconhecimento, torpedeiro e até mesmo míssil balístico nos dias desesperados do III Reich.
Após um prolongado período de desenvolvimento o Ju 88 tornou-se um dos mais importantes ativos da Luftwaffe, justificando o facto da sua linha de montagem funcionar sem interrupções de 1936 a 1945 produzindo mais de 16.000 aeronaves em cerca de uma dúzia de variantes mantendo, no entanto, inalterada a sua estrutura básica.

SPAD S.VII e S.XIII - Os aviões SPAD da Grande Guerra

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Frequentemente referido como o Spitfire da Primeira Guerra Mundial, o SPAD S.VII entrou ao serviço das forças francesas em 1916, e manteve-se ao serviço nas frentes de combate até ao Armistício em 1918. Quando pela primeira vez entrou em combate rapidamente se colocou em vantagem perante os seus opositores, pela sua velocidade, taxa de subida e construção robusta que lhe permitia realizar um voo picado a alta velocidade sem sofrer danos estruturais. Durante o tempo que esteve operação foram-lhe sendo implementadas melhorias sucessivas que culminaram no mais bem sucedido e capaz SPAD S.XIII. O seu sucesso como caça é demonstrado pelo numero de países que o adotaram durante o conflito e o mantiveram em operação durante bastantes anos após o fim da Primeira Guerra, Bélgica, Rússia, Reino Unido, EUA e claro o seu maior operador a França que o manteve em operação até 1928.

Republic F-84 Thunderjet, Thunderstreak, Thunderflash

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O F-84 Thunderjet foi um caça diurno, propulsionado por um único turbojato, produzido pela empresa norte-americana Republic Aviation Corporation. 
Projetado durante a fase final da Segunda Guerra Mundial, o Thunderjet, que constituiu, conjuntamente com o seu contemporâneo F-80 Shooting Star, a primeira geração de caças a jato de produção norte-americana, voou pela primeira vez em 1946, mas apenas em 1949, com o modelo F-84D, foi considerado totalmente operacional, tendo atingido a plena maturidade com a sua versão F-84G em 1951.
As limitações das impostas em combate aéreo pelas suas asas retas conduziram ao desenvolvimento de uma versão de asas em flecha o F-84F Thunderstreak do qual surgiria uma versão destinada ao foto-reconhecimento o RF-84F Thunderflash. As versões de asas retas foram largamente usadas na Guerra da Coreia como caças bombardeiros, mas as de asas em flecha não chegaram a tempo de serem implementadas nesse teatro. Apesar disso, foram amplamente produzidas para a USAF e países aliados dos EUA, mantendo-se em serviço em alguns até 1974.

Saro SR A/1 - Os hidroviões Saunders-Roe

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O Saro SR A/1 foi o protótipo de um caça hidroavião projetado pela Saunders-Roe que voou pela primeira vez em 1947, no entanto embora a aeronave demonstrasse um bom desempenho e características de voo, a necessidade de tais aeronaves tinha desaparecido completamente com o fim da Segunda Guerra Mundial. Além disso, o sucesso do porta-aviões no Pacífico tinha demonstrado uma maneira muito mais eficaz de projetar o poder aéreo sobre os oceanos. Consequentemente apenas foram produzidos três protótipos antes do programa ser cancelado.
Este seria o ultimo projeto de hidroaviões de uso militar projetados pela Saunders-Roe que projetava e construía hidroaviões desde 1920, sem que nenhum tenha realmente obtido grande sucesso, com exceção, talvez, do Saro A.27 London cuja aceitação foi ainda assim limitada.
Esta é a história da Saunders-Roe e dos seus hidroaviões.