Mostrar mensagens com a etiqueta C - Patrulha maritima. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta C - Patrulha maritima. Mostrar todas as mensagens

Latécoére Laté 298

.
.
.
.
O Latécoère Laté 298 foi um hidroavião multifunção, de três lugares, construído para a Aéronavale (Aviação Naval Francesa) em finais da década de 1930. Destinava-se a cumprir funções de bombardeiro torpedeiro, bombardeio horizontal e de mergulho (com duas bombas de até 150 kg cada), reconhecimento de longo alcance (utilizando para o efeito um tanque de combustível extra de 535 litros), reconhecimento noturno e lançamento de cortina de fumo. 
Considerado por Morareau e Ledet no livro "Le Latécoère 298" como o melhor avião torpedeiro do mundo, em 1939, era operado por sete esquadras de torpedeamento (“T”) da Aéronavale (braço aéreo da marinha francesa) no inicio da Segunda Guerra Mundial. Porém, nunca lançaria um torpedo em operação, sendo, durante a Batalha de França, largamente empregue em missões para as quais dificilmente seria adequado e para as quais as suas tripulações não haviam sido treinadas, bombardeamento e ataque a colunas motorizadas alemãs que invadiam o norte de França.

Douglas TBD-1 Devastator

.
.
.
.
Pouco depois das 7:00 horas do dia 4 de junho de 1942, quinze aviões torpedeiros do 8º Esquadrão de Torpedeiros (VT-8) decolaram do porta-aviões USS Hornet (CV-8).  Estes aviões, com dois tripulantes cada, faziam parte do grupo de ataque da frota Americana, cuja missão era atacar a Frota Japonesa que se aproximava do atol de Midway. 
Sem escolta de caças, por se terem separados do restante grupo, o esquadrão avistou às 09:20 horas os quatro porta-aviões da frota japonesa e atacou. 
Nenhum dos aviões do VT-8 regressou ao USS Hornet e apenas um único tripulante, seria resgatado com vida. Se algum dos torpedos lançados atingiu o alvo, ele não detonou, (um problema comum com as versões iniciais do Bliss Leavitt Mk XIII).
O avião protagonista desta tragédia era o Douglas TBD-1 Devastator, um bombardeiro torpedeiro construído para a US Navy pela Douglas Aircraft Company, entre 1937 e 1939 e que era à época o torpedeiro padrão da marinha norte americana.
A taxa de perdas do Devastator durante a batalha de Midway foi superior a 90% e como consequência, foi imediatamente retirado de serviço nas linhas da frente, sendo relegado funções de instrução, transporte e comunicações.

Douglas SBD Dauntless

.
.
.
.
O Douglas SBD Dauntless (SBD é a sigla de Scout Bomber Douglas), foi o mais famoso dos bombardeiros da Marinha dos Estados Unidos (US Navy) durante a Segunda Guerra Mundial e talvez o mais importante bombardeiro de mergulho de toda a guerra.
Foi o único avião de combate dos Estados Unidos que se manteve nas linhas da frente desde o início da Segunda Guerra Mundial até ao seu final e foi considerado a arma aérea mais destrutiva da US Navy, afundando durante a Guerra mais de 300.000 toneladas de navios inimigos, onde se incluem, os cinco porta-aviões afundados na batalha do Mar de Coral e Midway e quinze outros navios de guerra da Marinha Imperial Japonesa. Este desempenho valeu-lhe o apelido de “Slow, But Deadly!”. Quando o seu substituto, o Curtiss SB2C Helldiver, foi introduzido em combate em novembro de 1943 já pouco restava da Marinha Imperial japonesa.
Após a guerra, o Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA continuou a usar o SBD, até à década de 1950, e a Força Aérea Francesa usou-o na guerra da Indochina.
No entanto, contrariamente ao que seria suposto, quando foi introduzido em combate era já considerado obsoleto.

Zeppelin - Dirigiveis rigidos alemães

.
.
.
.
A palavra Zeppelin (Zepelim em português), hoje sinónimo de “dirigível rígido”, ou “dirigível”, teve origem no nome do conde Ferdinand von Zeppelin, que no início do século XX projetou e construiu os primeiros dirigíveis rígidos, tornando-se pioneiro no transporte aéreo de passageiros e carga por via aérea. Nos anos que antecederam a Primeira Grande Guerra, o exército e marinha alemãs viram o Zeppelin como uma potencial arma de guerra e por isso financiaram as pesquisas da Luftschiffbau-Zeppelin,GmbH que o Conde criara para construir e explorar comercialmente as aeronaves. Durante a Guerra o exército e principalmente a marinha alemãs fizeram uso extensivo de dirigíveis para reconhecimento e bombardeamento (mais de 100 dirigíveis foram construído e usados durante a Guerra), mas foi nas décadas de 1920-30 que os Zeppelins atingiram o auge, estabelecendo rotas de transporte de passageiros entre a Europa e a América. Poucos anos antes do início da Segunda Guerra Mundial, o Zeppelin seria eclipsado dos céus devido ao acidente do LZ-129 Hidenburg., que, não sendo o mais grave dos acidentes ocorridos com dirigíveis, seria o pretexto para a irradicação destas aeronaves do uso civil. 

SAAB J 37 Viggen

.
.
.
.
O SAAB J 37 Viggen foi um avião de combate de médio alcance, desenvolvido na Suécia pela SAAB a partir de inícios da década de 1960, para as funções de ataque, interceção, reconhecimento e patrulha marítima. Os primeiros trabalhos foram iniciados pela SAAB em 1952 resultando na seleção de uma asa com uma configuração delta inovadora, auxiliada por canards de grandes dimensões à frente (o Viggen foi efetivamente a primeira aeronave produzida em serie a utilizar canards). Para a prossecução das diferentes funções a que se destinava foram produzidas variantes distintas do Viggen, a de ataque (AJ 37), a de caça intercetor (JA 37), a de reconhecimento (SF 37), a de patrulha marítima (SH 37) e uma versão de instrução de dois lugares (SK 37). O seu primeiro voo ocorreu em 1967, e a entrada ao serviço ocorreu alguns anos depois em 1971, mantendo-se em operação na Svenska Flygvapnet (Real Força Aérea Sueca) até novembro de 2005, altura em que foi substituído pelo moderno SAAB JAS 39 Gripen.

Saro SR A/1 - Os hidroviões Saunders-Roe

.
.
.
.
O Saro SR A/1 foi o protótipo de um caça hidroavião projetado pela Saunders-Roe que voou pela primeira vez em 1947, no entanto embora a aeronave demonstrasse um bom desempenho e características de voo, a necessidade de tais aeronaves tinha desaparecido completamente com o fim da Segunda Guerra Mundial. Além disso, o sucesso do porta-aviões no Pacífico tinha demonstrado uma maneira muito mais eficaz de projetar o poder aéreo sobre os oceanos. Consequentemente apenas foram produzidos três protótipos antes do programa ser cancelado.
Este seria o ultimo projeto de hidroaviões de uso militar projetados pela Saunders-Roe que projetava e construía hidroaviões desde 1920, sem que nenhum tenha realmente obtido grande sucesso, com exceção, talvez, do Saro A.27 London cuja aceitação foi ainda assim limitada.
Esta é a história da Saunders-Roe e dos seus hidroaviões.

Short S.25 Sunderland

.
.
.
.
Durante os anos de 1920 e 1930 assistiu-se a um rápido desenvolvimento dos hidroaviões, barcos voadores de grandes dimensões multimotores utilizados durante este período para o transporte intercontinental de passageiros.
Os Short S.25 Sunderland, foram a versão militar dos proeminentes hidroaviões de transporte civil britânicos, Short S.23 Empire  construídos a partir da segunda metade dos anos de 1930. Técnicamente designados por aviões de reconhecimento marítimo, a sua grande autonomia e capacidade de transporte de armamento ofensivo e defensivo (alemães chamavam-lhe o “porco-espinho voador”) tornou-os ideais para a escolta de comboios marítimos e na luta antissubmarina, no Mar do Norte, Atlântico e Mediterrâneo.
Foram produzidos até 1945, em grandes quantidades totalizando 744 aeronaves e operaram intensamente e sem interrupção durante toda a Segunda Guerra Mundial, e posteriormente ao serviço da RAF até 1959.
Terminada a guerra, uma quantidade significativa foi transformada para transporte civil, com a acomodação para 20 a 40 passageiros.