Fairey Swordfish

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O Fairey Swordfish foi um biplano bombardeiro-torpedo projetado pela Fairey Aviation Company, e usado pela Fleet Air Arm (FAA) da Royal Navy durante a Segunda Guerra Mundial. Desenvolvido da década de 1930, o Swordfish, apelidado de "Stringbag", era um projeto desatualizado no início da guerra em 1939, mas permaneceu em serviço da linha de frente até ao final da guerra, sobrevivendo a varias aeronaves destinadas a substituí-lo. Foi inicialmente operado principalmente como um avião de ataque da frota e durante seus anos de serviço mais tardios, avião anti-submarino e de instrução.
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Ano
1934
Pais de Origem
Reino Unido
Função
Bombardeiro, torpedeiro
Variante
Swordfish Mk II
Tripulação
3
Motor
Motor radial Bristol Pegasus XXX
Peso (Kg)
Vazio
2132
Máximo
3406

Dimensões (m)
Comprimento
10,87
Envergadura
13,87
Altura
3,76

Performance (Km)
Velocidade Máxima
222
Teto Máximo
3260
Raio de ação
1700
Armamento
1 metralhadora Vickers de 7,7 mm de disparo frontal na fuselagem,
 1 metralhadora Lewis ou Vickers de 7,7 mm   no cockpit traseiro operada por um artilheiro,
1 torpedo até 730 kg ou
foguetes RP-3 de 27 kg, ou
até 680 kg de bombas, minas ou cargas de profundidade

Países operadores
Reino Unido, Australia, Espanha, Holanda
Fontes
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GALERIA
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Fairey Swordfish da FAA  sobre
o HMS Ark Royal
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Fairey Swordfish Mk_I da FAA sediados em Crail, Escócia, 1940
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Fairey Swordfish sendo armado com um torpedo
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Fairey Swordfish  no HMS Furious
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Fairey Swordfish Mk II
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Fairey Swordfish com flutuadores
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HISTÓRIA
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Fairey Swordfish RAF Coastal Command,
Belgica (1944-1945)
O Swordfish foi o protagonista de alguns dos sucessos espetaculares da Royal Navy, em especial o ataque à frota italiana na Batalha de Taranto e o famoso ataque que incapacitou o Bismarck, e que permitiu a sua posterior destruição pela frota que o perseguia.

O Swordfish foi baseado num projeto da Fairey para a Naval marinha grega, para substituição dos seus Fairey IIIF Mk.IIIB , e nas especificações M1/30 e S9/30, do Ministério da Aeronáutica. O projeto tinha sido iniciada como um empreendimento particular da Fairey que informou o Ministério do Ar do seu trabalho no pedido grego. Quando o interesse da Grécia na aeronave se reduziu a Fairey propôs a sua solução para uma aeronave de reconhecimento da Royal Navy correspondente a especificação do Ministério da Aeronáutica S15/33 a qual foi posteriormente acrescida a exigência da capacidade para o lançamento de torpedos.

O protótipo, o Fairey TSR II (Torpedo, Strike, Reconnaisanse), voou pela primeira vez em 17 de abril de 1934. Era um grande biplano com uma estrutura metálica revestida em tecido, que dispunha de asas dobráveis ​​para economizar espaço nos porta-aviões, e com motor radial Bristol Pegasus IIIM3 de 690cv.
Após satisfatórios testes iniciais foi colocada uma primeira encomenda de aeronaves, designadas de Fairey Swordfish Mk I, que  entraram  serviço  da FAA (então parte do RAF) em 1936, para substituir o Fairey Seal no papel bombardeiro torpedeiro.

Aterragem de um Fairey Swordfish
O Fairey Swordfish Mk II resultou de uma maior encomenda de aeronaves feita na Primavera de 1935 que seriam equipadas com o motor radial Bristol Pegasus XXX de 750cv, e teriam a superfícies inferiores das asas com cobertura metálica para permitir a instalação de foguetes (uo que viria a acontecer a partir de 1943).

O Swordfish Mk III, surgiria em 1943, com um radar centimétrico montado num bojo na parte inferior logo a seguir a carenagem do motor. O radar demonstrou ser capaz de detetar navios a uma distância de cerca de 25 milhas (40 km)

A ultima versão, o Mk IV, seria construído exclusivamente para a Royal Canadian Air Force e disporia de uma cabina para a tripulação totalmente fechada e aquecida para uso no inverno polar.

Em 1939, a FAA, agora sob controle da Royal Navy, dispunha de a treze esquadrões equipados com o Swordfish Mk I, num total de 692 aeronaves que equipavam os porta-aviões HMS Ark Royal, HMS Courageous, HMS Eagle, HMS Glorious e HMS Furious. Além disso três grupos de Swordfish equipadas com flutuadores, encontravam-se instalados em navios de guerra equipados com catapulta.

O Swordfish era também capaz de atuar como bombardeiro de mergulho conforme demonstraram os testes em 1939 a partir do HMS Glorious que usou os seus Swordfish numa série de testes de bombardeio de mergulho, durante o qual 439 bombas de instrução foram lançadas em ângulos de mergulho de 60, 67 e 70 graus, contra um alvo (o navio HMS Centurion). Testes contra alvos fixos apresentaram um erro médio de 45m em bombardeamento a 400m de altitude num ângulo de mergulho de 70 graus. Contra alvos em manobra o erro médio era de 40 m a 550m de altitude num ângulo de mergulho de 60 graus.
Fairey Swordfish do 820ºSqn, do HMS Ark Royal


A primeira vitória do Fairey Swordfishfoi obtida por uma aeronave com flutuadores lançada do HMS Warspite durante a Segunda Batalha de Narvik em 1940 para orientar e corrigir os tiros de artilharia via rádio, que bombardeou e afundou o Uboot U-64.

A principal arma do Swordfish era o torpedo aéreo, mas a baixa velocidade do biplano e a
necessidade de uma abordagem direta e longa tornava difícil a abordagem a alvos bem defendidos. A técnica de disparo de torpedos pelo Swordfish consistia em voar a 1.500 m, em direção ao alvo seguindo-se um mergulho para a altitude de largada do torpedo (5,5 m). A distância de largada ideal de um torpedo Mk XII era de 910 m do alvo, se o Swordfish sobrevivesse até essa distância.

Esta técnica foi usada com enorme sucesso pelos 21 Swordfish do porta-aviões britânico HMS Illustrious que atacaram em 11 de novembro de 1940 a marinha italiana durante a Batalha de Taranto, afundando ou desativando três navios de guerra italianos e um cruzador. (Na sequência deste ataque, Taranto foi visitado pelo adido naval japonesa em Berlim, que mais tarde informou a equipe que planeou o ataque a Pearl Harbor)

Em maio de 1941, um ataque de Fairey Swordfish foi vital para danificar o couraçado alemão Bismarck, impedindo-o de escapar os portos da França ocupada.

Às 10h em 25 de Maio, HMS Victorious lançou seis Fairey Fulmar lutadores e nove Fairey Swordfish contra o Bismark que foi atingido por um torpedo que apenas causou danos menores.

Em 26 de Maio, foram lançados dois novos ataques de Fairey Swordfish contra Bismarck do HMS Ark Royal. O primeira ataque não conseguiu encontrar o navio de guerra. O segundo, pelo contrario, atingiu o Bismark com dois torpedos um dos quais danificou gravemente o leme do navio deixando-o impossibilitado de manobrar. A tripulação do Bismark foi incapaz de reparar o navio que se manteve nessa condição até ser afundado por um intenso bombardeamento de uma frota da Royal Navy.
Fairey Swordfish no HMS Victorious
antes de ataque ao Bismarck

A baixa velocidade da aeronave de ataque pode, neste caso, ter agido a seu favor, pois os aviões eram muito lento para os modernos sistemas de controle de fogo dos artilheiros alemães, que por isso falhavam a previsão da posição da aeronave xplodiu. Por outro lado menos alguns dos Swordfish voaram tão baixo que a artilharia antiaérea do Bismarck não dispunham de angulo para os atingir.

As deficiências do Fairey Swordfish viriam no entando a ser duramente demonstradas em fevereiro de 1942, quando, durante a Operação Cerberus, um ataque contra alemães navios de guerra por seis Swordfish resultou na perda de todas as aeronaves.

Depois deste fracasso o Swodfish foi substituído como torpedeiro pelo Fairey Barracuda, mas de imediato foi reimplantado com sucesso na luta anti-submarino , para a qual era armado com cargas de profundidade ou oito foguetes RP-3 de 27 kg. O Swordfish voava a partir de Merchant aircraft carrier (MAC), navios mercantes (geralmente petroleiros) adaptados e equipados com3 a 4 aeronaves (estes navios seriam progressivamente substituídos por porta-aviões de escolta), usados na luta antissubmarina e como cobertura aérea dos comboios que cruzavam o Atlântico. A sua baixa velocidade de perda, de descolagem e resistência tornou-o ideal para a operação a partir dos MAC no período mais negro da batalha do Atlântico. Estas unidades equipadas com Swordfish foram responsáveis pelo afundamento de 14 U-boots.

O Swordfish deveria ter sido ser substituído pelo Fairey Albacore, também um biplano, mas sobreviveu a seu sucessor.
Fairey Swordfish Mk II LS326 L2, em 2012
Entre agosto de 1944 até janeiro de 1945 os Fairey Swordfish mantiveram-se operacionais em operações anti navegação ao largo da Noruega levadas a cabo pelos 835 e 813 esquadrões da FAA.
Para o fim da guerra, os Swordfish Mark III, equipado com radar centimétrico equiparia, o 119 esquadrão de reconhecimento do Comando Costeiro da RAF estacionado em Maldegem, na Bélgica, tendo como principal tarefa caçar minisubmarinos Alemães no Mar do Norte e ao largo da costa holandesa que se moviam durante a noite. . Uma destas aeronaves sobreviveu e faz parte da coleção do Imperial War Museum.

O último esquadrão operacional foi dissolvida em 21 de maio de 1945, depois da queda da Alemanha, e o último esquadrão de instrução foi dissolvido no verão de 1946.

DESENHOS
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PERFIL
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FONTES
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VER TAMBÉM
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Ataque dos Fairey Swordfish ao Bismark

A era do Fairey Swordfish na Fleet Air Arm