Martin B-10

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O Martin (Modelo 139) B-10 foi o primeiro bombardeiro monoplano de construção totalmente metálica a entrar em plena produção para o US Army Air Corps (USAAC), iniciando uma revolução no design de bombardeiros, ao incorporar características inovadoras que se tornaram padrão nos bombardeiros, nas décadas que se seguiram. 
Essas caracteristicas incluíam, estrutura metálica, cockpits fechados, torres giratórias de metralhadoras (quase simultaneamente à torre de nariz fechada do bombardeiro biplano britânico Boulton Paul P.75 Overstrand), trem de aterragem retrátil, compartimento interno de bombas e motores fechados em carenagens NACA aerodinâmicas para diminuir o arrasto. O surgimento do Martin B-10 tornou todos os bombardeiros existentes completamente obsoletos, tal como muitos dos caças (aeronaves de perseguição segundo o conceito seguido no USAAC) seus contemporâneos.
O projeto da Glenn L Martin foi verdadeiramente revolucionário, definindo o padrão de todos os futuros bombardeiros, razão pelo que a empresa foi, em 1932, premiada com o Troféu Collier.

Latécoére Laté 298

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O Latécoère Laté 298 foi um hidroavião multifunção, de três lugares, construído para a Aéronavale (Aviação Naval Francesa) em finais da década de 1930. Destinava-se a cumprir funções de bombardeiro torpedeiro, bombardeio horizontal e de mergulho (com duas bombas de até 150 kg cada), reconhecimento de longo alcance (utilizando para o efeito um tanque de combustível extra de 535 litros), reconhecimento noturno e lançamento de cortina de fumo. 
Considerado por Morareau e Ledet no livro "Le Latécoère 298" como o melhor avião torpedeiro do mundo, em 1939, era operado por sete esquadras de torpedeamento (“T”) da Aéronavale (braço aéreo da marinha francesa) no inicio da Segunda Guerra Mundial. Porém, nunca lançaria um torpedo em operação, sendo, durante a Batalha de França, largamente empregue em missões para as quais dificilmente seria adequado e para as quais as suas tripulações não haviam sido treinadas, bombardeamento e ataque a colunas motorizadas alemãs que invadiam o norte de França.

North 1500 Griffon - Ultimo avião do Arsenal de l'Aéronautique

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O Nord 1500 Griffon, foi o protótipo de um intercetor de elevada performance desenvolvido para utilizar um sistema motopropulsor híbrido, constituído por um motor turbojato SNECMA Atar 101E, montado dentro de um motor ramjet, Nord Stato-Reateur. Foi também o ultimo de uma lista de protótipos desenvolvidos e construídos pelo Arsenal de l'Aéronautique, uma instituição publica francesa criada em 1934 em Villacoublay, destinada a recuperar o atraso da industria aeronáutica militar francesa face às outras potências da época no desenvolvimento de aviões de combate. 
Nos anos que antecederam a Segunda Guerra Mundial, o Arsenal desenvolveu uma série de aviões de combate tecnicamente avançados, mas sem que nenhum deles tenha sido produzido em serie.
Após a guerra, em 1952, o Arsenal foi privatizado como SFECMAS (Société Française d'Etude et de Constructions de Matériel Aéronautiques Spéciaux), que em 1955, por fusão com a SNCAN (Société Nationale des Constructions Aéronautiques du Nord), deu origem à então designada Nord Aviation.

Leduc 0.22 - Intercetor supersónico ramjet (protótipo)

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Os Leduc 0.10, 0.21 e 0.22 foram protótipos, puras aeronaves experimentais, destinadas ao estudo da aplicação de motores Ramjet em aeronaves militares supersónicas. 
O ramjet (estato jato) é uma forma de motor atmosférico a jato que, em vez de possuir um compressor axial como os motores a jato convencionais, usa o movimento para a frente da aeronave para comprimir o ar que entra no motor. O motor ramjet não pode, por isso, produzir impulso à velocidade zero, sendo incapaz de mover um veículo estático. Um veículo movido por um ramjet, requer uma decolagem assistida por um outro motor, para o acelerar até á velocidade onde o ramjet começa a produzir impulso.
As aeronaves Leduc, monoplanos com um design estranho em que o piloto era colocado, deitado, com o mínimo conforto, num cone transparente, parte do nariz do avião, foram exaustivamente testadas durante a decada de 1950, mas o programa de desenvolvimento terminaria em 1958, com o advento do caça supersónico Mirage III.

Yakovlev Yak-9 - Caças Yak com motor de pistão

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No início da segunda guerra mundial a União Soviética possuía a maior força aérea do mundo em número de aeronaves. Porém quando, no Verão de 1941, a máquina de guerra Nazi deu início à Operação Barbarossa, todo esse poderio foi rapidamente varrido, no ar e no solo, pela modernas aeronaves da Luftwaffe. 
As aeronaves da VVS (Voyenno Vozdushniye Sily) eram, na sua maioria, obsoletas e por isso incapazes de enfrentar as modernas aeronaves alemãs como os Messerschmitt Bf 109. Porém a VVS dispunha já de algumas aeronaves recentes que não eram pressas tão fáceis. Entre esses encontravam-se os caças ligeiros Yakovlev Yak-1, os primeiros de uma vasta família que iria evoluir em qualidade e número, para chegarem ao fim da Guerra como incontestáveis senhores dos céus de leste. Neste período o Yak-1 seria sucedido pelo mais capaz Yakovlev Yak-3, enquanto em paralelo era desenvolvida uma serie de caças muito semelhantes  mais pesados e de maior alcance, os Yakovlev Yak-7, cujo desenvolvimento resultaria no definitivo Yakovlev Yak-9, o mais produzido de todos os caças soviéticos e um dos caças mais massivamente produzidos da história.