McDonnell Douglas (Boeing) F/A-18 Hornet

.
.
.
.
O McDonnell Douglas F/A-18 Hornet é um caça polivalente, para qualquer tempo, originalmente concebido para operar a partir de porta aviões como caça e avião de ataque para a US Navy (daí a designação F/A). 
O F/A-18 foi o resultado da aposta da US Navy no Northrop YF-17 que perdera para o General Dynamics YF-16 o contrato de fornecimento de caças para a USAF, mas que fora considerado genericamente equivalente ao vencedor, e com características que a US Navy valorizava nas suas aeronaves. A falta de experiência da Northrop levou-a a associar-se à McDonnell Douglas (agora Boeing ) que a partir do YF-17 desenvolveu o F/A-18 Hornet para uso da US Navy e US Marine Corps posteriormente exportado para mais sete países. Desde que entrou ao serviço em inicios da década de 1980 a sua versatilidade e confiabilidade tornaram-no num valioso recurso operacional, apesar de algumas vozes criticas à sua falta de alcance e carga quando comparado com os seus contemporâneos anteriores, o caça de superioridade aérea Grumman F-14 Tomcat e os aviões de ataque Grumman A-6 Intruder e LTV A-7 Corsair II.

Hawker Siddeley (BAe) Harrier

.
.
.
.
O Hawker-Siddeley Harrier (atualmente BAe Harrier ou Boeing AV-8B Harrier) foi o primeiro avião de combate V/STOL (Vertical/Short Takeoff and Landing) a ser produzido em serie e a entrar em operecionalmente em combate. Foi o único projeto VTOL verdadeiramente bem-sucedido dos muitos que surgiram após finais da década de 1950 até inícios da de 1970. 
Emergiu do programa experimental P.1127/Kestrel iniciado autonomamente pela Hawker Siddeley nos finais da década de 1950 e seria introduzido na RAF a partir de abril de 1969, como corolário de uma sequência de acontecimentos mais ou menos afortunados.
Uma dessas afortunadas sequência de eventos conduziu à sua adaptação para uso naval pela Fleat Air Arm da Royal Navy, de onde emergiu o Sea Harrier, cuja atuação foi essencial para a vitória britânica na guerra das Falklands (Malvinas) em 1982.
Embora sofrendo inicialmente de uma serie de limitações de desempenho, insuficiente raio de combate e reduzida capacidade de carga bélica, tornar-se-ia um trunfo importante nas unidades de primeira linha da RAF e USMC (US Marine Corps).

Grumman XF5F-1 Skyrocket

.
.

.
.

O Grumman XF5F Skyrocket foi um protótipo de um caça naval bimotor proposto e construído pela Grumman durante o período que antecedeu a entrada do EUA na Segunda Guerra Mundial, para a US Navy. De aparência única, a aeronave demonstrou inúmeros problemas que não foram solucionados durante o período de teste e por isso foi preterido pela US Navy a favor de caças monomotor, mais baratos de produzir e de manter, e sobre os quais o Skyrocket não demonstrava vantagens acrescidas em termos de performance. Um protótipo para uma versão baseada em terra, o XP-50, foi também construído, a pedido do USAAC (antecessor da USAAF, mais tarde USAF), mas, embora tivesse demonstrado performances melhores que o seu antecessor, veria também o seu desenvolvimento abandonado depois do protótipo ter sido perdido devido a uma falha do turbocompressor de um dos motores. 

DeHaviland DH-98 Mosquito

.
.
.
.
O De Havilland DH 98 Mosquito foi um avião britânico projetado como bombardeiro pela De Havilland, em 1938 e usado pela RAF durante e após a II Guerra Mundial. Era uma máquina inovadora, refletindo um pensamento não convencional tanto no conceito operacional quanto na construção. Teve por isso que superar uma forte resistência oficial antes de ser finalmente aceite para o serviço. Originalmente concebido como bombardeiro rápido e desarmado, o Mosquito foi largamente produzido em dezenas de versões que o tornaram uma das mais versáteis aeronaves da Guerra, como bombardeiro tático de baixa e alta altitude, avião de reconhecimento fotográfico, caça pesado, caça noturno, caça-bombardeiro, e avião de ataque marítimo. Uma das suas características diferenciadoras era a sua construção, quase na totalidade, em contraplacado de madeira, que o tornava leve e resistente, capaz de conservar a integridades estrutural mesmo após ter sofrido danos na estrutura e na fuselagem.

Vought XF5U - A panqueca voadora

.
.
.
.
Panqueca voadora, Bolacha voadora, Disco voador ou Zimmer skimmer, foram os nomes usados para descrever os pouco ortodoxos Vought V-173 e Vought XF5U-1 desenhados por Charles H. Zimmerman durante a segunda guerra mundial. A pesquisa de Zimmermann levara-o a conceptualizar uma aeronave em forma de disco com grandes hélices que deveria ser capaz de descolar e aterrar em pistas curtas, manter a sustentação de voo a velocidades muito baixas, e ser capaz de atingir velocidades tão elevadas como as melhores aeronaves convencionais da sua época, permitindo simultaneamente uma elevada manobrabilidade.
O sucesso do Vought V-173 construido como prova de viabilidade do conceito, chamou a atenção da US Navy, que contrataria a Vought para a construir o protótipo de um caça com as mesmas características, o Vought XF5U-1. Embora tenham sido construidos dois protótipos, os atrasos, resultado de inúmeras dificuldades técnicas, e a redução do orçamento da US Navy após o fim da guerra conduziriam ao cancelamento do programa de desenvolvimento antes que o XF5U tivesse oportunidade de demonstrar se era ou não viável.