Protótipos Alemães de aviões VTOL

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O primeiro jato VTOL (Vertical Take-Off and Landing) operacional foi o Hawker-Siddeley Harrier Britânico que realizou o primeiro voo em dezembro de 1967. Porém ao contrário do que poderia parecer se houve um país que investiu seriamente na tecnologia VTOL durante a década de 1960, esse país foi a RFA (Republica Federal Alemã).
Neste período os alemães desenvolveram três aeronaves VTOL, o caça supersónico EWR VJ 101C, o transporte tático Dornier Do 31, e o caça tático VFW VAK 191B. Os vários protótipos construídos provaram a viabilidade da tecnologia e concretamente o Dornier Do 31 demonstrou capacidade para ser operacionalizado porém o interesse pelo conceito VTOL, arrefeceria, e consequentemente desenvolvimento das aeronaves cessaria.
Tal como muitos outros dos primeiros projetos de VTOL, eles eram tecnicamente viáveis, mas considerados bastante difíceis de manter em uso operacional, por isso nunca entraram em produção embora apontassem um caminho possível para o futuro. 

Lockheed U-2 Dragon Lady

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Talvez nenhum outro avião militar tenha feito mais história que o Lockheed U-2, um avião de reconhecimento norte americano operado desde finais da década de 1950, inicialmente, parte de um programa secreto da CIA (Central Intelligence Agency) e depois pela USAF( United States Air Force) . Projetado como um avião espião, com um teto de operação de cerca de 21000 metros, foi largamente usado na Guerra fria em missões clandestinas sobrevoando territórios da União Soviética, China, Vietname e Cuba, tendo protagonizado alguns dos episódios mais perigosos daquele período, como o abate de Gary Powers em 1960 sobre a União Soviética por um míssil terra-ar (SAM) ou do Major Rudolf Anderson, Jr durante a crise dos mísseis de Cuba em 1962. 
Mais recentemente os U-2 operaram em quase todos os conflitos regionais, incluindo Iraque e Afeganistão como suporte às diversas operações multinacionais da NATO fornecendo informação operacional sobre as áreas em conflito. É também usado pela NASA para inúmeros fins científicos, incluindo a calibração de sensores de satélites.

Heinkel He 280 - O primeiro caça a jato

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O Heinkel He 280 foi o primeiro caça do mundo impulsionado por motores a jato. Desenvolvido no decorrer da Segunda Guerra Mundial, foi o resultado natural do sucesso do  demonstrador de tecnologia Heinkel He 178, o primeiro avião com motor a jato a voar. Foram construídos nove protótipos mas apesar de ter design muito avançado relativamente ao caças seus contemporâneos, em 27 de Março de 1943, o Reichsluftfahrtministerium (RLM), tomou a decisão de abandonar o seu desenvolvimento por consideração à superioridade técnica demonstrada pelo Messerschmitt Me 262. Esta decisão foi mais uma de um conjunto de más decisões do RLM que entre 1941 e 1943 fora incapaz de ver o potêncial do He 280. Tivesse o RLM apoiado de forma mais sólida o desenvolvimento do He 280 e do motor HeS 8A para o qual fora projetado, a aeronave da Heinkel teria eventualmente entrado em produção e chegado às linhas da frente, um ano antes do Messerschmitt Me 262, eventualmente permitindo à Luftwaffe manter a superioridade aérea sobre a Europa, uma vez que os aliados não dispunham nesse momento de nenhuma aeronave comparável.

Vought F7U Cutlass

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O Vought F7U Cutlass foi um caça naval a jato, que pretendia ser de elevado desempenho, desenvolvido e construído pela Chance Vought para a US Navy a partir do final da Segunda Guerra Mundial. Projetado por Rex Beisel, também responsável pelo F4U Corsair, o F7U apresentou-se com um design único, asas enflechadas numa fuselagem "sem cauda", munido de, novos, inovadores e não testados recursos, que o tornavam bastante avançado para o seu tempo. Foi o primeiro caça que incorporou no seu projeto sistemas de controlo totalmente hidráulicos com um sistema de "sensação artificial" e um sistema de estabilização automática. Porém a inexistência, à época, motores suficientemente potentes, as deficiências estruturais e as inovações ainda pouco confiáveis, atormentariam toda a sua curta vida operacional, marcada por inúmeros acidentes. Entre 1948 e 1955 foram produzidas 320 aeronaves F7U, um quarto das quais seriam destruídas em acidentes operacionais, uma taxa tão elevada de acidentes que a US Navy as começaria a retirar de operação em 1956.

Vought F6U Pirate

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O Vought F6U Pirate foi o primeiro caça a jato da empresa Vought, concebido para a US Navy (Marinha Norte Americana) durante a segunda metade da década de 1940. Embora pioneiro na utilização de um motor turbojato com um pós-combustor num caça naval e na utilização de materiais compósitos na sua construção, a aeronave demonstrou uma fraca potência e foi considerada inadequada para combate. Das 33 unidades construídas nenhuma foi integrada em esquadrões operacionais, sendo relegadas para funções de desenvolvimento, teste e instrução e retirados de serviços em 1950, três anos apenas após o voo do primeiro protótipo.
O F6U Pirate teria sido o primeiro caça puramente a jato da US Navy e, apesar de não ter sido bem sucedido, abriu o caminho para os futuros caças navais a jato, dando à Vought a experiência que lhe permitiria, no futuro, desenvolver alguns dos melhores aviões baseados em porta-aviões das décadas seguintes (com a  exceção do  F7U Cutlass, também ele fracassado, mas que contribuiu de forma indelével para a introdução de novas soluções de design e novas tecnologias na aviação naval).